Varejo virtual: preços caem 5,92% de janeiro a agosto de 2008

Apesar da alta de 1,29% apresentada pelo varejo virtual no mês de agosto, no acumulado do ano, o e-commerce obteve deflação de 5,92%, segundo dados do e-flation divulgados na última sexta-feira (15).

O índice que mede a inflação do comércio eletrônico, calculado pelo Provar (Programa de Administração de Varejo), instituição ligada à FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), revelou ainda que a deflação vem ocorrendo nos últimos 12 meses.

No último ano
Segundo o levantamento, desde setembro de 2007 a deflação sobre os produtos vendidos na internet tem se acelerado gradualmente. Entre janeiro de 2007 e o primeiro mês de 2008, houve queda de 5,29%.

Já nos meses seguintes, foram apresentados decréscimos de 7,36% em fevereiro; 6,52% em março; 8,11% em abril; 8,66% em maio; e 9,58% em junho.

O único mês em que o acumulado superou o decréscimo registrado em agosto, de 10,23%, foi junho, quando os preços do varejo virtual tiveram queda de 11,38% (1,15 pontos percentuais a mais).

Segundo a professora do Provar, Patrícia Vance, essa deflação registrada até julho tende a diminuir nos próximos meses. Houve inflação em agosto e é possível que isso se repita até o fim do ano.

Expectativas
As projeções referentes ao varejo virtual não são possíveis de se realizar, de acordo com a especialista, pois o ambiente está suscetível a diversas influências, como as promoções, a variação do câmbio – já que muitos produtos têm componentes indexados ao dólar -, além das inovações e dos lançamentos, que proporcionam maiores reduções nos preços de produtos "ultrapassados".

Entretanto, para o segundo semestre, a expectativa é de que haja deflação mínima ou aumento dos preços, mas sem mudanças substanciais. Já para o fim do ano, quando a economia em geral tende a uma queda da inflação, os custos dos produtos do e-commerce devem acompanhar a tendência e decrescer.

Quanto aos números anuais, a professora diz que a expectativa é de deflação menor em 2008 do que a registrada em 2007, quando o varejo virtual registrou queda de 2,16%.

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