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Depois da crise, um novo cenário de TI

Ezequias Sena

Nos últimos 18 meses a economia global sofreu um abalo sísmico em suas estruturas financeiras, comerciais e sociais, sendo obrigada – mais ali do que aqui, a bem da verdade – a encontrar um novo ponto de acomodação. Aparentemente, a crise econômica mundial perdeu força e muitos países começam a se reerguer.
 
 
No Brasil, onde os efeitos da catástrofe econômica oscilaram muito de acordo com os setores e segmentos, parece que estamos caminhando rapidamente para a recuperação. Empresários vêm se mostrando cada vez mais flexíveis e rápidos, fazendo uso da TI para promover total integração entre a empresa e seus clientes, fornecedores e parceiros de negócios.
 
 
Manutenção, up grade, atualização de centenas de aplicações relacionadas a servidores, banco de dados e rede continuarão gerando expectativas altas em relação a desempenho e eficiência, embora esses serviços tenham de se ajustar a orçamentos mais racionais.
 
 
Não há como negar que o cenário de TI já mudou e vai mudar ainda mais nos próximos meses. Enquanto muitas pequenas empresas fizeram de tudo para sobreviver a 2009, tentando honrar compromissos trabalhistas e com instituições bancárias, 2010 acena com a necessidade de se retomar o fôlego, de se estabilizar.
 
 
Mas, enquanto alguns segmentos da economia permitem esse tempo de acomodação, o ambiente de TI é bastante mais exigente – e, por que não dizer, até mesmo cruel. Sem possibilidade de inovar para crescer, muitas pequenas empresas de tecnologia da informação devem fechar as portas até o final do ano.
 
 
Certamente, quem já vinha experimentando crescimento nos últimos anos e investindo em novos negócios atravessou a crise sem perdas. Estando mais preparadas para a retomada nos negócios, essas empresas devem desencadear, a partir de agora, uma sequência de aquisições e fusões na área de TI. Quem vinha se fortalecendo deverá se tornar ainda mais forte. E quem sofreu um baque nos negócios não terá tempo hábil para fazer frente ao novo mercado, muito mais agressivo.
 
 
É certo, também, que empresas de todos os setores ainda apostam suas fichas nos benefícios que uma boa infraestrutura de TI pode significar em termos de retomada do crescimento, segurança da informação, prospecção e fidelização de clientes. Ainda que os investimentos sejam bastante modestos quando comparados a 2008, às vésperas da crise, os prognósticos ainda são muito favoráveis para este ano. Pelo menos, para quem tem visão e já está preparado para o jogo.
 
 
 
Ezequias Sena é presidente da Online Brasil – Soluções de negócios em tecnologia, empresa com 17 anos de atuação na área de TI.


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