A pergunta não é se você conhece, mas sim quantos você conhece?

Marcelo Ponzoni 31/03/2014
Marcelo Ponzoni 31/03/2014

Está acontecendo algo bem, digamos, estranho, ou até engraçado, não fosse tão trabalhoso para as lideranças: trata-se do comportamento das pessoas em geral dentro das empresas, num momento de grandes transformações. A aparição de tantas e tantas capacidades confunde-se entre conhecimento superficial e conhecimento aprofundado com resultados. Saber ou não saber? Conhecer é saber? Saber é conseguir fazer?

Numa defesa natural do ser humano diante do medo da perda, as pessoas interferem em assuntos que poderiam somar às competências já existentes. Muitas vezes, o líder percebe que a execução de uma competência ou conhecimento não existente a olhos nus somaria muito no andamento de um projeto ou na entrega como um todo. Observa e tenta encontrar em sua equipe, mas não encontra: sendo assim, a única alternativa é buscar esta competência externamente. Após encontrar, chega a hora de apresentar à sua equipe aquilo que até então faltava, e é nesta hora que os GÊNIOS DA LÂMPADA surgem.

São perfis que têm um amplo conhecimento sobre assuntos variados, mas, no momento de necessidade, a empresa sai em busca externa da capacidade, encontra e, de uma hora para outra, as competências aparecem, como mágica, na figura de GÊNIOS DA LÂMPADA. Pessoas que escondem o jogo, que guardam armas para usá-las somente quando necessárias (reação a uma possível ameaça a seu cargo) ou simplesmente se fingem de mortas. Daí surgem colocações do tipo:

– Mas isso eu já conheço!
– Não tem nada a acrescentar!
– Não trouxe nada de novo!
– Para que chamar gente de fora?
– Para fazer isso eu já teria feito!
– Posso fazer muito melhor!

Bem, se fosse relatar todas as citações que aparecem depois da solução que até então nunca foram percebidas, precisaria desta folha inteira.

O que acontece? Quanto tempo se perde e quanto custa para as empresas todo esse jogo de ataque e defesa. De quem é a culpa, do líder que não dialoga e não conquista admiração e engajamento da equipe ou das pessoas que estão tensas com todos esses acontecimentos e mudanças ao seu redor.

Será também que não somos todos GÊNIOS DA LÂMPADA, quando acuados ou ameaçados?

Ser ou não ser, eis a questão. Esta é só mais uma provocação reflexiva sobre o nosso cotidiano. Caça e caçador, leão e gazela, quem somos em cada situação de nossas vidas?

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