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Força de um líder ou atitude de um liderado?

Por Marcelo Ponzoni 10/03/2014
Por Marcelo Ponzoni 10/03/2014

Se existe algo que realmente me impressionou no jogo da Copa  das Confederações foi a atitude do jogador David Luiz. Este é o real espírito de garra e luta de um integrante de um time. Ou o que o fez ter esta raça, a capacidade de liderança do técnico/líder. Ali houve cumplicidade, lealdade, responsabilidade e, principalmente, vontade, aquela que nos falta em muitos momentos de nossas vidas, principalmente quando trabalhamos em equipe, ora por não termos um líder instigante, ora por não termos as nossas próprias motivações. Basta se lembrar da cena da jogada e perceber a fantástica atitude que David Luiz tomou sem esperar o comando ou o possível erro de um jogador do time.

Criar um grupo e fazer com que ele trabalhe como um relógio é uma tarefa árdua para todos os líderes. Costumo dizer que a palavra admiração é o grande pilar de uma liderança motivadora, construtiva e guerreira. Uma vez ouvi uma frase que pode trazer grande reflexão para o mundo corporativo. Ela é muito óbvia, mas, muitas vezes, equipes não conseguem nem fazer o óbvio. “Se ao construirmos um relógio, ele não for no mínimo perfeito, ele não serve para nada”. Sim, esta colocação é evidente para um aparelho que tem como entrega principal dar a hora exata e acompanhar a rotação terrestre dia após dia, incrivelmente sem um líder ou maestro dando as ordens.

A presença de um líder eficaz à frente de um grupo pode significar o fracasso da equipe. Muitas vezes o líder não está à frente, mas inserido no grupo e, sem muita bandeira, provoca em seus integrantes uma grande motivação. Boa liderança não é segredo nem um elixir. Trata-se de uma soma de atitudes e exemplos exercidos com disciplina e autenticidade, caráter e humildade, dedicação e resiliência, calma e amor por aquilo que se desempenha.

Em resposta ao título deste artigo, um não acontece sem o outro. Invariavelmente somos conduzidos por líderes, seja dentro de casa, na empresa, numa pelada do final de semana e deles queremos instruções, orientações e principalmente uma liderança firme, verdadeira e inspiradora. Também invariavelmente somos líderes em vários momentos e esperamos de nossos liderados a reciprocidade de nossos atos e entregas, esperamos atenção e admiração, se merecedores dela.

Enfim, seja você líder ou liderando, ame o que faz e faça da sua escolha a maior oportunidade de sua vida. Assuma o seu papel e o desempenhe com vigor, vontade e categoria. Desta maneira, os frutos virão assim como 1 + 1 é igual a 2. Experimente este encontro perfeito, não é simples nem fácil, mas quando encontrar, tenha certeza de que a vitória estará bem próxima.

 

Autor

  • Marcelo Ponzoni

    Publicitário e diretor-executivo da agência Rae,MP, que atua há 26 anos no mercado. Autor do livro "Eu só queria uma mesa", da Editora Saraiva. (11) 5070-1294 - marcelo@raemp.com.br - www.raemp.com.br

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