Sim, o caminho existe!

Todos temos um caminho e este deve ser perseguido e desbravado com persis­tência. Colocado assim de maneira sim­plória, parece fácil, prático. Confesso que sempre busquei as mais variadas formas e maneiras de explicitar com contundência este assunto e acredito, até hoje, ainda es­tar longe do modelo ideal.

Outro dia, voltei a assistir a uma pales­tra do Prof. Mario Sergio Cortella, a quem devo enorme respeito e admiração por sua exemplar capacidade e humildade na síntese dos mais complexos assuntos que rodeiam a nossa vida. Se ainda não o co­nhece, procure, leia e principalmente es­cute o que ele tem a dizer.

Em suas colocações, ele não se cansa de virar e revirar o assunto Educação, a perda do entendimento sobre os processos na­turais da vida e a banalização do convívio familiar, assuntos de extrema importância que, infelizmente, vêm perdendo força ao longo destes últimos 20 ou 30 anos.

A colocação de existir um caminho vem totalmente ao encontro dos temas atuais sobre Educação e, principalmente, da calma no processo de entender e ama­durecer o conhecimento e os processos construtivos. A ânsia pelo encontro ime­diato do pronto vem cegando uma geração que se nega, em parte, a querer compreen­der os caminhos percorridos e assim acaba por ficar, muitas vezes, sem ter ao menos um caminho para seguir atrás de alguém, quanto mais encontrar o seu próprio.

Caminhos existem, sabemos disso, mas cada um tem o seu, cada um decide no dia a dia por suas escolhas e, queira sim ou não, acaba por encontrar um e, sim­plesmente, cai de paraquedas em algum caminho já existente, que talvez não leve a lugar algum. O tempo, como conhecemos hoje, voa e, de repente, ao acordar já não há mais nada a fazer ou todo esforço não é mais suficiente para regenerar a estrada.

Sim, existe um caminho e este é base­ado no entendimento e respeito ao pas­sado, na disciplina e atenção ao presente e na visão e predisposição do hoje diante do futuro. Seja o rastro do passado ou os resultados do futuro, estão baseados única e exclusivamente nas escolhas do presente e estas devem ser cautelosas, dialogadas, estudadas com muita dedicação e, princi­palmente, a atenção de suas correções e enfrentamentos sérios e comprometidos.

Não estou aqui no papel de um mo­ralista austero, coisa que estou longe de ser, mas sim no papel de um amante do ser humano em busca de colaborar e dar ao próximo uma luz e/ou um apoio a seu encontro com o caminho capaz de levá-lo ao destino de seus maiores so­nhos e objetivos.

Acredite. Sim, existe um caminho, então vá.

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