Um dia de vendedor

Por Marcelo Ponzoni 06/11/2013
Por Marcelo Ponzoni 06/11/2013

por Marcelo Ponzoni

Acordo. Mais um dia. Tentarei fazer dele o melhor de todos: melhor que ontem, mas não tão bom quanto o de amanhã.

Olho no espelho e já consigo me vender algo. Como se comprasse a mim mesmo, num exercício matinal de autoestima e autoconfiança.

Sigo alguns rituais. Tomo um ótimo banho e me sinto realmente higienizado de corpo, alma e mente. Leio as primeiras informações para ter conhecimento de alguns assuntos e estar apto para ter o ponto de vista no momento adequado. Ao sair de casa as informações vão nos acompanhando seja lá aonde estivermos. Gerar ideias e aproveitar oportunidades de contatos com alguns temas que sejam de interesse comum com prospects ou clientes ou, até mesmo, para agitar o networking.

As oportunidades em minha vida sempre ocorreram em dias em que acordei extremamente entusiasmado. Em que procurei fazer todas as minhas atividades com excelência, focado no aproveitamento da oportunidade que ali estava. Com o tempo, passei a pensar em que consistia a diferença de as ter em determinados dias e em outros não. Mesmo sem ainda ter absoluta certeza se era ou não a forma de pensar que fazia a diferença, fui me policiando a ver todos as dias como se fosse o meu primeiro, ou o único, ou o grande dia da oportunidade.

Confesso que, a partir do momento em que comecei a pensar e a agir desta forma, minha vida mudou. Dias de oportunidades verdadeiras eram aqueles de pensamentos extremamente positivos. Então os outros também começaram a ser dias de construção de oportunidades.

Todos os dias me sinto crescer, abrindo novas oportunidades, aprendendo com os inúmeros erros que cometo, sem culpa, mas com enorme responsabilidade.

Desbravar um novo dia é papel fundamental do vendedor que tem paixão pela arte de envolver, conquistar e literalmente vender algo que, na maioria das vezes, é uma venda intangível, que aparentemente não se concretiza no momento, mas que solidifica um alicerce da venda futura que vai acontecer para quem acredita que a venda esteja muito próxima. É só uma questão de tempo.

Agir nesse ambiente de hoje é questão fundamental para gerar os acontecimentos, pois toda ação gera reação e assim sucessivamente; o frio na barriga é constante e só poderá ser estancado com a paralisação total das atividades. Penso que se fizer isso um dia, aí sim o meu frio na barriga se tornará uma forte dor de barriga.

Comparo a atividade de vendas a um ser vivo que necessita permanentemente de atenção, alimentação e cuidados para que possa crescer e se estabelecer. Para que o meu aprendizado não se esgote costumo afirmar que sempre tem alguém melhor, mais rápido e mais barato do que eu – é uma maneira provocativa de me desafiar e não me deixar sentir algo sem que eu seja.

A convicção é algo permanente na vida de um vendedor. O futuro deve ser almejado e visualizado mentalmente. A sorte deve fazer parte do seu convívio!

Amo vender, sou um vendedor e me orgulho desta função com os resultados que a vida me ofereceu.

Marcelo Ponzoni é publicitário e diretor-executivo da agência Rae,MP, que atua há 23 anos no mercado; e autor do livro Eu só queria uma mesa, da Editora Saraiva. (11) 5070-1294 – marcelo@raemp.com.br www.raemp.com.br

Autor

  • Marcelo Ponzoni

    Publicitário e diretor-executivo da agência Rae,MP, que atua há 26 anos no mercado. Autor do livro "Eu só queria uma mesa", da Editora Saraiva. (11) 5070-1294 - marcelo@raemp.com.br - www.raemp.com.br

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