4 provas de que o coworking é uma boa aposta para empreender

Com alta demanda, esse tipo de empreendimento pode potencializar lucros e atinge ponto de equilíbrio em poucos meses, explica especialista Bruna Lofego

Redação 15/06/2018
Espaço de coworking com pessoas trabalhando em suas mesas e computadores
Redação 15/06/2018

Mesmo sendo um modelo de negócio relativamente novo no Brasil, o coworking é uma excelente opção para investir. Em comparação com os custos de um escritório tradicional, a manutenção de um coworking é menos custosa, e há alta demanda para esse tipo de serviço. Pequenas empresas, de até 15 pessoas, podem economizar até 70% nos custos ao aderirem a um espaço de trabalho compartilhado.

Esse modelo inovador, que é tendência no mundo todo, tem despertado o interesse dos investidores. “É importante destacar que um coworking é um negócio com grande possibilidade de retorno, e é possível alcançar o ponto de equilíbrio do investimento entre nove e 12 meses de operação, com lucro líquido de 25% ou mais dependendo de como o empreendedor fará a gestão dos custos fixos”, ressalta a especialista em coworking e CEO da CWK Coworking Bruna Lofego.

Para a especialista, o empreendedor que deseja abrir um espaço de trabalho compartilhado deve definir qual será o objetivo com a montagem do espaço de trabalho. “Essa definição é crucial para medir os possíveis resultados que podem ser alcançados através desse passo”, explica ela.

Bruna indica quatro vantagens de apostar no segmento de coworking:

Tornar-se seu próprio chefe

Levantamento realizado com 1,8 mil jovens via questionário on-line em cinco países da América do Sul (Brasil, Chile, Peru, Colômbia e Argentina) mostra que, entre os brasileiros, 58% têm vontade de ter seu próprio negócio e não depender de chefes.

Flexibilidade de horários, possibilidade de trabalhar de forma remota, além de ser seu próprio gestor, são alguns atrativos para os empreendedores que investem nesse modelo. “Administrar um coworking exige a presença do empreendedor como qualquer outro modelo de negócio quando iniciado, mas, aos poucos, com a equipe já treinada, é possível criar horários mais flexíveis e organizar sua própria rotina da forma como preferir”, afirma Bruna.

Lucrar com um imóvel que está parado

Segundo levantamento do índice Fipezap, que monitora o valor do aluguel de imóveis em 15 cidades brasileiras, este ano é o terceiro ano consecutivo de queda no preço do aluguel. “Para quem é proprietário mas não consegue alugar, montar um espaço de trabalho compartilhado trará vantagens. Mesmo com valor mais baixo por cabeça, por serem vários locatários no mesmo imóvel, o risco de inadimplência é menor”, explica Bruna.

Em termos de rentabilidade, um escritório compartilhado também pode aumentar o ticket médio do empreendedor mensalmente, sem ter que modificar o valor do aluguel. “Quanto mais o investidor tiver a ‘mente aberta’ em relação ao empreendimento, oferecendo serviços para o seu locador, o lucro será maior”, destaca.

Montar um negócio rentável e duradouro

Mesmo sendo um empreendimento como outro qualquer, que precisa de um tempo de maturação para dar retorno, o coworking é um negócio rentável, de fácil gestão e com renda recorrente. “Eu considero o coworking o melhor investimento que alguém poderia buscar. Vivemos em uma época na qual as pessoas desejam viver cada vez mais conectadas, e entendem o compartilhamento como forma de evolução profissional. Nesse sentido, os escritórios compartilhados podem ser a grande promessa para os dias atuais e o futuro”, ressalta a especialista.

Fomentar a abertura de novos negócios

Apesar de o coworking ter nascido como “berço” de startups, atualmente o modelo está apto para receber qualquer tipo de empreendedor, de diversos setores. Segundo o Relatório do Trabalho e Empreendedorismo no Brasil (2017), realizado pela Workana sobre como está distribuído o mercado de trabalho no país, o número de profissionais autônomos mais que dobrou nos últimos quatro anos.

“Os coworkings são os modelos mais procurados por aqueles que iniciam no mundo do empreendedorismo e precisam se manter competitivos no mercado. Com baixos custos e um cenário altamente voltado para o networking, os espaços compartilhados contribuem muito para a criação de novos negócios no Brasil”, explica a especialista.

Algumas empresas vêem no coworking a possibilidade de expandir sua atuação com baixo investimento na operação. “Se uma empresa resolve montar uma filial fora de sua cidade, por exemplo, a opção de um escritório compartilhado e/ou virtual parece perfeita. Não há custo de investimento em infraestrutura, nem contratação de pessoal operacional e ainda pode-se fazer um ótimo networking para divulgação”, diz Bruna.

Além da estrutura, muitos espaços compartilhados oferecem apoio administrativo, fazendo parcerias para que o cliente tenha apoio jurídico, contábil, consultoria de investimentos, financeiro entre outros. “Com isso, expandir a atuação pode ser muito mais seguro e os riscos menores”, finaliza.

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