Aceleradora facilita desenvolvimento de startups comandadas por mulheres

Farm aproveita mercado brasileiro como um dos de maior equidade de gênero entre empreendedores do mundo e já apoiou mais de 250 empresas iniciantes

Redação 01/11/2017
Redação 01/11/2017

A Global Entrepreneurship Monitor 2016, pesquisa global realizada anualmente sobre empreendedorismo e desenvolvimento econômico e social, revela o Brasil como o 8º país com mais equidade de gênero entre empreendedores em todo o mundo, à frente do Canadá (13º) e Finlândia (38º) e atrás de países como Equador e Indonésia (empatados em 4º). Este resultado se deve ao trabalho de empreendedoras que se organizam para liderar negócios e dinamizar o ecossistema brasileiro.

A Startup Farm avançou nesse linha ao investir no empreendedorismo feminino no Brasil com iniciativas como o SF Day Woman. Um indicativo desse engajamento é que no tradicional Prêmio Mulher Empreendedora Tech em São Paulo, três das seis vencedoras eram startups aceleradas pela Farm. No portfólio da empresa há várias startups cujas CEOs são mulheres.

A Startup Farm se desenvolveu como a maior e mais experiente aceleradora da América Latina. Já apoiou mais de 250 startups, que captaram em conjunto mais de US$ 100 milhões em investimentos e possuem valor de mercado agregado superior a R$ 3,3 bilhões. Ao colocar o empreendedor como eixo central de sua atuação, a Startup Farm inclui os empreendedores que atende em seus programas numa ampla rede de mentores e facilitadores. Isso aliado aos seus parceiros institucionais, acadêmicos, grandes empresas e investidores têm gerado cases de sucesso no mercado brasileiro e internacional, como Easy Taxi, Worldpackers, Social Miner, Nexer, NetShow.me, UpPoints, InfoPrice e Beauty Date.

Um coração metido nos negócios

Um dos destaques é a empreendedora Camila Florentino, idealizadora e CEO da startup brasileira Celebrar. Ela participou de um programa de aceleração da Startup Farm em 2016. Desde muito cedo, a paulistana já sentia uma conexão com o empreendedorismo.  Aos sete anos já montava uma barraquinha na garagem da casa dos avós para vender cestas de palitos de sorvete, aproveitava e vendia também peças de crochê feitas pela avó.

Aos 14 anos, fez um curso de webdesign, aprendeu a fazer sites básicos (utilizando o Dreamweaver e o Fireworks) e vendia esses sites em html para várias padarias e botecos na região que morava.  Alguns anos depois, começou a trabalhar com eventos e se apaixonou por esta área. “A tecnologia trouxe a possibilidade de causar um grande impacto em escala e mudar a vida de muita gente. Esse foi meu maior encantamento ao descobrir o ecossistema: poder criar algo novo e influenciar o futuro”, disse Camila.

A Celebrar surgiu a partir de um Estudo de Viabilidade realizado pela Camila, na EACH-USP em 2013. O estudo buscou soluções para os problemas no mercado de eventos sociais através do uso colaborativo da tecnologia e foi apresentado como Trabalho de Conclusão do Curso de Lazer e Turismo. No entanto, Camila encontrou muitos obstáculos pela frente, além do excesso de burocracia, pela condição de mulher frente a um mercado machista.

Mas a maior dificuldade foi construir algo novo sem recursos. Ela só conseguiu superar esta fase por conta de uma equipe multidisciplinar de sócias e a descoberta de que, mesmo sem recursos financeiros, o capital social e intelectual é o que faz a diferença. “Não importa o que dizem, não importa o que as pesquisas mostram. A gente precisa seguir com coragem, pois agir com o coração faz toda a diferença”.

 

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