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Agronegócio brasileiro mantém cenário favorável, diz coordenador do Mapa, Marcelo Guimarães

redacao 23/08/2011
redacao 23/08/2011

A informação é do coordenador geral de Estudos e Informações Agropecuárias da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Marcelo Fernandes Guimarães

O agronegócio brasileiro vive momento extremamente favorável no mercado mundial. E a tendência é que o cenário permaneça pelos próximos oito anos. Durante esse período, o Brasil será o país com maior crescimento na produção agropecuária mundial, com taxa média anual de 2,7%, ficando à frente da Ucrânia, Rússia e China, com taxa de aproximadamente 1,7%.

A informação é do coordenador geral de Estudos e Informações Agropecuárias da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcelo Fernandes Guimarães. Segundo Marcelo, o Brasil tem tido importante papel, tanto para abastecer o mundo quanto para a melhora da formação de preços. Entre os produtos com maior potencial de crescimento estão avicultura, trigo, açúcar, proteínas e queijos.

Em alguns produtos, a China, por sua vez, ficará na posição de demandante. Por exemplo, de 2010 para este ano, os chineses irão importar 109,7 milhões de toneladas de óleos e oleaginosas. O secretário participou nesta quarta-feira (3) de videoconferência na sede do Sebrae Nacional em Brasília. Ele apresentou às 16 unidades estaduais da instituição, que estavam conectadas, as perspectivas para o agronegócio e o Plano Agrícola e Pecuário 2011/12.

Além de promover o intercâmbio de informações, o Sebrae deve lançar em setembro cartilha impressa, e depois em versão digitalizada, que traz detalhado o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e como o pequeno produtor pode aproveitar as oportunidades apresentadas. Sustentabilidade Ao se referir ao Plano Agrícola e Pecuário (PAP 2011/2012), o gerente de Agronegócios do Sebrae, Paulo Alvim, disse que há importantes novidades que estão alinhadas com as metas de atuação do Sebrae como o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), relacionada à questão da sustentabilidade, e o foco no médio produtor rural. “Para nós esse público é referente aos pequenos produtores que hoje estão com forte presença em alguns setores do agronegócio. O Sebrae também lançou, recentemente, o Centro Nacional de Sustentabilidade em Cuiabá, no Mato Grosso”, disse Alvim.

O secretário do MAPA também destacou esses dois pontos como prioridade de atuação do governo. “O ministério e o Sebrae vão atuar em convergência sobre esses aspectos. Com relação ao médio produtor rural, o MAPA fará uma identificação gradativa sobre quem é essa nova classe média rural. A partir desse trabalho, poderemos avançar em políticas voltadas para esse público”, afirmou. Safra recorde Marcelo apresentou os principais objetivos do novo plano safra como a expansão da produção em 5%, passando de 161,5 milhões para 170 milhões de toneladas (grãos, fibras e oleaginosas), estimular o desenvolvimento sustentável e a agricultura de baixo carbono, incentivar a recuperação de pastagens e a produtividade pecuária, estimular a renovação e ampliação das áreas de cana-de-açúcar, entre outros.

No que se refere aos recursos financeiros disponíveis, houve aumentos de 7,2% em relação à safra anterior, alcançando R$ 107,2 bilhões. Entre as principais medidas de incentivo estão a elevação e unificação dos limites de custeio e comercialização, elevação dos limites para investimento com recursos controlados, simplificação das normas do crédito rural, criação de linha de investimento para aquisição de matrizes e reprodutores, criação de linha de investimento para expansão e renovação de canaviais.

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