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Agronegócio gera mais emprego e remunera melhor no Mato Grosso

redacao 26/10/2011
redacao 26/10/2011

Estudo mostrou que número de empregos formais gerados pelo setor no Estado cresceu 37,6% entre 2006 e 2010, passando de 64.170 para 88.300

Um estudo feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que o agronegócio é a atividade que mais gera emprego e paga melhor os trabalhadores do Estado. Segundo o Imea, informações que constam da Relação Anual de Informações Sociais (Rais/MTE) mostram que as atividades relacionadas ao agronegócio – incluindo fazendas, indústria, comércio e serviços – responderam por 23,38% do total de empregos em Mato Grosso no ano passado. Em seguida estão comércio em geral (22,89%), serviços (22,25%) e administração pública (19,93%).

No estudo, o Imea constatou que o número de empregos formais gerados pelo setor agropecuário em Mato Grosso cresceu 37,6% entre 2006 e 2010, passando de 64.170 para 88.300. O destaque foi a criação de vagas para os cargos de gerência, que aumentou em 42,1%. O número de trabalhadores rurais contratados cresceu 30,8%. A contratação de engenheiros agrônomos, veterinários e outras profissões de nível superior afins avançou 26,1%. O número de técnicos agrícolas, florestais e pecuários cresceu 15,8%.

Em relação à remuneração, o estudo mostra que os profissionais dos cargos de gerência nas indústrias ligadas ao agronegócio receberam no ano passado em média salário mensal de R$ 3.139 e nas fazendas R$ 2.285. Ambos os valores são maiores que na indústria em geral, onde a remuneração dos gerentes foi de R$ 2.240, e no comércio, R$ 1.909. No caso dos trabalhadores de cargos mais baixos, o salário médio nas agroindústrias foi de R$ 1.109 e no campo R$ 980. Na indústria em geral a remuneração dos trabalhadores foi de R$ 921 e no comércio R$ 900.

O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, diz que os números refletem a importância do agronegócio na economia estadual. Ele observa que os dados do governo federal mostram que em nível nacional o número de empregos no setor agropecuário teve queda de 1,26%, mas em Mato Grosso houve aumento de 5,3%.

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