Alta das commodities mantém saldo comercial no País, diz OMC

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

As exportações brasileiras sofrem uma queda em volumes e o superávit comercial apenas está sendo mantido graças aos preços elevados das commodities. Dados coletados pela Organização Mundial do Comércio (OMC) revelam que, por trás do entusiasmo do governo com as exportações, a realidade é que as vendas do País em volume recuaram em 2% entre janeiro e maio deste ano, ao contrário da tendência mundial. Enquanto isso, o volume de importações explodiu, atingindo mais de 19%.

Em termos de valores, o Brasil tem sido favorecido pela alta nos preços de alimentos, minerais e outras commodities. Graças a isso, a alta nas exportações em dólares aumentou em 20%. Segundo os cálculos na OMC, sem a alta dos preços, as exportações teriam sofrido para gerar maior renda ao Brasil.

Os números mostram que as exportações brasileiras, em volumes, vem tendo um desempenho bem inferior à média mundial. A projeção da OMC é de que o comércio seja expandido no mundo em 4,5% em 2008. Por enquanto, a taxa no Brasil é negativa.

Mas as importações vem surpreendendo até mesmo os economistas mais experientes. Em valores, a alta nos cinco primeiros meses do ano foi de 46%, uma das maiores registradas no ano entre as maiores atores comerciais. A alta chega a ser maior que a própria taxa chinesa de importações.

Uma das explicações seria o maior consumo doméstico. Mas a OMC estima que os investimentos diretos também estão gerando essa alta da importação. Cada empresa nova instalada no País acaba trazendo equipamentos especializados. Outro fator ainda seria o real valorizado.

Parte da explicação seria a queda das economias americana, européias e japonesa. Com uma desaceleração, os pilares da economia mundial passaram a importar menos a partir do início de 2008. Um dos afetados foi o Brasil. A compensação está vindo graças aos preços de alguns produtos chave. Mas técnicos da OMC já alertam que o País precisa se preparar para um momento em que não poderá contar com as altas nos preços.

Com o dólar em baixa, a balança comercial brasileira fechou os seis primeiros meses do ano com um superávit de US$ 11,37 bilhões, uma queda de 44,7% em relação ao resultado ao mesmo período de 2007.

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