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Ampa prevê aumento na safra do algodão

redacao 23/05/2011
redacao 23/05/2011

 A produção passará de 28,855 milhões de toneladas para 30,065 milhões de t. Já a área cultivada terá crescimento de 1,69%, avançando de 9,118 milhões de hectares para 9,272 milhões de ha. Os números corresponderam às expectativas da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) que, por meio do seu presidente, Gilson Ferrúcio Pinesso, em uma reunião da cadeia da cotonicultura, fez previsão que a produção da safra 2010/2011 aumentaria em 30%.

O fator preponderante seria a quantidade de chuvas. Segundo ele, se o clima ajudasse com as chuvas no período certo, a soja poderia ser plantada logo, para ser colhida cedo, dando a possibilidade de se plantar o algodão logo em seguida. E foi o que aconteceu, resultando em um crescimento de 70,38% em relação ao ano anterior, que teve produção de 583,5 mil toneladas, enquanto que nesta safra passou para 994,2 mil toneladas. Contudo, para que a produção chegasse a este patamar os produtores tiveram que tomar alguns cuidados com problemas que eventualmente afetam a safra de algodão, como a presença dos chamados nematoides, um dos maiores problemas.

Dados da Sociedade Brasileira de Nematologia mostram que as perdas causadas pelos nematoides no país variam, em média, de 5% a 35%, considerando-se os diferentes tipos de culturas. O manejo integrado é considerado a forma mais eficaz de controlar o problema e inclui etapas como monitoramento da área, rotação com culturas não-hospedeiras ou resistentes às espécies de nematoides presentes na área e a realização do tratamento de sementes. Também há pesquisas mostrando que os nematoides têm aumentado muito nos últimos anos no Estado e estão presentes em praticamente todas as regiões produtoras de soja e algodão. Segundo Waldir Dias, pesquisador da Embrapa Soja, os nematoides de galhas (Meloidogyne spp.), os nematoides de cisto (Heterodera glycines), os nematoides das lesões radiculares (Pratylenchus spp.) e os nematoides reniforme (Rotylenchulus reniformis) são os que mais atacam as lavouras.

De acordo com o produtor rural Ricardo Tomczyk, proprietário da fazenda Buriti, no município de São José do Rio Claro (315 km a Médio Norte da Capital), a sua lavoura de algodão este ano foi um verdadeiro um sucesso, não apresentando perdas, nem a presença de pragas, como nematoides. Segundo ele, este bom resultado se dá fundamentalmente pelo fato dele ter tomado os cuidados necessários, com manejo e rotação no período adequado, já que utilizar as ferramentas de manejo disponíveis são fundamentais para manter a população desses parasitas sob controle. O tratamento deve ser preventivo, pois uma vez instalado, não é possível erradicar o problema.

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