Apesar de bem-sucedida, política de genéricos precisa avançar

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

De acordo com estudo realizado por pesquisadores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da Fiocruz, a política brasileira de genéricos é uma experiência de sucesso, mas ainda precisa avançar em alguns sentidos.

Um dos aspectos positivos apontados pela pesquisa é o fato de que, com o advento dos genéricos, houve aumento na oferta de medicamentos e redução no preço dos produtos. Já como aspecto negativo, o estudo ressalta que ela precisa promover a inovação nas indústrias brasileiras e garantir melhores condições de saúde para a população.

Segundo o estudo, as empresas brasileiras estariam acomodadas, pois, entre as pesquisadas, nenhuma planejava grandes modificações de estratégias, apesar de reconhecerem a tendência de novos competidores.

"O impacto da política de genéricos foi positivo, tendo representado um nicho ou ´janela de oportunidade` para a promoção da competitividade das empresas" diz artigo publicado recentemente no periódico Ciência & Saúde Coletiva, que completa que se "faz necessária uma revisão de suas estratégias de negócio, para impedir que as empresas de atuação global invertam o jogo até agora dominado pelas empresas nacionais."

Genéricos
Os medicamentos genéricos foram estabelecidos pela Lei nº 9.787 de 1999, que previa assegurar a oferta de medicamentos de qualidade e baixo custo no mercado e facilitar o acesso da população aos produtos.

Logo após a lei, a produção destes medicamentos subiu de 2,7 milhões de unidades, em junho de 2000, para 200 milhões, em dezembro de 2005.

Novos medicamentos
Em um prazo de cinco a seis meses poderão ser encontrados no mercado versões genéricas de sprays e aerossóis nasais usados no tratamento de asma e rinite alérgica, segundo o especialista em regulação sanitária da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Gustavo Mendes.

A previsão é que os medicamentos custem 35% a menos do que os produtos disponíveis atualmente e beneficiem de 20% a 30% da população, o equivalente a 3,7 milhões de pessoas.

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