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Barclays revê projeções e eleva preços-alvo de AmBev, Pão de Açúcar e Lojas Renner

redacao 23/11/2010
redacao 23/11/2010

O Barclays Capital elevou suas estimativas de lucro por ação para algumas companhias brasileiras do setor de consumo e varejo. As novas premissas, segundo o banco, refletem o cenário positivo para as empresas após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre deste ano.

Em relatório assinado por David Belaunde, o banco destacou que suas expectativas para o Pão de Açúcar (PCAR5) ainda não refletem a consolidação do grupo com a Casas Bahia. O analista explica que suas projeções para a companhia não deverão ser influenciadas sobre isso até o primeiro trimestre de 2011, quando o Barclays acredita que terá maior visibilidade sobre o peso dos negócios da Casas Bahia em relação aos resultados do Pão de Açúcar.

"Mas, elevamos nosso preço-alvo de R$ 76,00 para R$ 80,00 a fim de abranger melhores tendências de médio prazo", destacou Belaunde. Para este ano, o Barclays elevou sua estimativa de lucro por ação para o Pão de Açúcar, que passou de R$ 2,28 para R$ 2,31. Já para 2011, o banco manteve sua projeção de um lucro que represente R$ 3,28 por ação ao grupo.

Em relação à Lojas Renner (LREN3), o Barclays destacou que elevou sua projeção de margem para serviços financeiros, embora tenha reduzido as estimativas de margem de propaganda do Ebitda (geração operacional de caixa). "Nossa expectativa para as vendas em mesmas lojas em 2011 cresceu de 6% para quase 8%. O preço-alvo foi elevado para R$ 67,00, refletindo a contribuição dos serviços financeiros e as estimativas de receita maior", disse o analista.

A projeção de ganhos por ação do Barclays para a Lojas Renner sofreu ligeira retração, indo de R$ 2,49 para R$ 2,48 em 2010. Para o próximo ano, o número no entanto subiu de R$ 2,93 para R$ 3,00.

Lojas Americanas, B2W e AmBev
De olho na alavancagem operacional, o Barclays revelou que aumentou suas estimativas quanto ao resultado da Lojas Americanas (LAME4) e da B2W (BTOW3) para o último trimestre deste ano."Nosso preço-alvo de R$ 17,00 reflete, principalmente, a base mais elevada em relação aos resultados acumulados em 2010", disse Belaunde.

O analista mencionou, contudo, que é incerto o nível de afetação das margens em 2011 em decorrência do avanço nas expansões de lojas. "A mudança nas nossas estimativas para a B2W refletem, principalmente, o diferencial dos resultados do 3T10 em relação às projeções", completou.

Neste sentido, o banco elevou sua projeção de lucro por ação para a Lojas Americanas, que passou de R$ 0,35 para R$ 0,38 em 2010, enquanto diminuiu sua perspectiva para a B2W, indo de R$ 0,47 a R$ 0,43.

Por fim, o analista afirmou que as boas projeções para 2012 em diante abrem espaço para a possibilidade de um aumento no preço-alvo de R$ 255,00 para a AmBev (AMBV4), que foi para R$ 260,00. Ainda segundo Belaunde, este target poderá ser novamente aumentado. No entanto, o banco manteve sua previsão de ganhos por ação de R$ 12,26 para a companhia neste ano.
 

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