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Bolsas européias caem, reféns da alta do petróleo

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

 As bolsas européias já chegaram a operar em alta hoje, mas mudaram de curso e recuam por causa da alta do petróleo. Por volta das 8h20, o petróleo subia 0,98%, para US$ 138,08 o barril no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

O petróleo em alta traz preocupações sobre como companhias como montadoras de veículos, por exemplo, vão lidar com o ambiente de alta de custos e de crescimento econômico reduzido. Ontem, o banco Credit Suisse fez soar o alarme ao dizer que o barril de petróleo a US$ 130,00 ainda precisa ser levado em conta no consenso das estimativas. Não à toa, os papéis do setor de transporte estão entre os que mais caem nesta terça-feira.

A companhia aérea Air France-KLM cedia 1,47% e a British Airways declinava 2,94%. Quedas também entre as montadoras: Fiat cedia 1,33%, Renault perdia 2,69% e Volkswagen cedia 1,64%. A ameaça de estagflação na Europa e a concordância de siderúrgicas chinesas e japonesas com aumento de 85% e 100%, respectivamente, nos preços do minério de ferro representam um grande desafio para as fabricantes de automóveis.

Papéis de mineração não têm direção única nas bolsas hoje, apesar dos aumentos expressivos nos preços do minério de ferro acertados ontem e hoje. Teme-se, mais uma vez, o declínio na demanda. As ações da mineradora Rio Tinto subiam 0,12%, ArcelorMittal recuava 1,66% e Antofagasta, cuja recomendação foi elevada pelo Credit Suisse, avançava 1,40%.

Na esteira do alerta de lucros emitido ontem pela companhia de entregas norte-americana UPS, as ações da Deutsche Post (correio alemão) cediam 3,12%. A UPS reduziu a previsão de lucro para o segundo trimestre para entre US$ 0,83 e US$ 0,88 por ação, de faixa anterior que ia de US$ 0,97 a US$ 1,04 por ação. A empresa norte-americana falou em alta "sem precedentes" nos preços dos combustíveis e em "anemia" da economia dos EUA.

Em Londres, as ações da construtora Taylor Wimpey perdiam 5,79%, após a Associação Britânica de Bancos (BBA) revelar que a aprovação de hipotecas em maio caiu a 27.968 em maio, menor nível em 11 anos. Por outro lado, os papéis da problemática financiadora de hipotecas britânica Bradford & Bingley (B&B) avançavam 9,85%. A B&B foi procurada pelo veículo de investimento Resolution, o que aumentou as esperanças de consolidação no setor.

Ainda em Londres, destaque para as ações da London Stock Exchange (LSE), que declinavam 4,66%. A rival Nyse Euronext fechou acordo para comprar 25% de participação no Mercado de Ativos de Doha por US$ 250 milhões, negócio que faz parte de parceria estratégica com a bolsa do Catar.

Por volta das 8h20 (de Brasília), o índice FT-100, da Bolsa de Londres, caía 1,33%. O índice CAC-40 da Bolsa de Paris cedia 1,38% e o índice DAX-30, da Bolsa de Frankfurt, perdia 1,74%. Com informações de agências internacionais.

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