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Branding Made in Brazil

redacao 06/01/2011
redacao 06/01/2011

Como vão nossos talentos mercantis? Pensava nisso, quando me veio uma resposta: Regionais! Minas Gerais tem grandes lições sobre distribuição de mercadorias, pouco conhecida de nossos profissionais e escolas de negócios. Não citarei nenhuma, mas recomendo uma viagem e pesquisa pela internet, pelo menos, pois garanto, vale a pena. Daí podem sair grandes dicas para atravessarmos fronteiras.

Em um mundo dominado por poucos poderes, não importa quem exporta – apenas alguns produzem-, importa quem importa. Assim nações criavam suas colônias e abriam novos mercados. No mundo globalizado, onde a capacidade e a competência para produção estão disseminadas, a forte concorrência privilegia quem se destaca. Esse destaque é obtido pela qualidade, pela marca e, principalmente, pela a forte referência da origem. É bom porque o café é brasileiro; tem qualidade reconhecida. Estes são fatores de conquista de mercado, passaporte para as fronteiras.

E a marca, que papel exerce? Esta é o fator de preferência do consumidor! Quando um empresário, sua empresa, produtos e marcas, lutam, isoladamente, para conquistar um mercado, enfrentam enormes barreiras pela diferença de poder na concorrência. Pense comigo:

Quem tem maior probabilidade de conquista de mercado, a marca A de vinho – ainda que Francês – ou a ação em conjunto de vinhos Franceses?

A marca B de charuto – ainda que Cubano – ou a ação em conjunto de charutos Cubanos?

A marca C de eletrônicos – ainda que Japonês- ou a ação em conjunto de eletrônicos Japoneses?

Se lhe disserem que o relógio XYZ é de excelente qualidade – não sendo você um especialista – como o conceituará? Ora, a informação que lhe deram não foi essa: “Este é um relógio da marca XYZ, Suíço!” Faz muita diferença, não? Pouco provável que tenha a qualidade questionada.

Marcas, mundialmente famosas, atravessam fronteiras e dificultam nossa percepção. Quando acontecer, volte na origem. Verá que estas são as que permaneceram por terem conquistado a preferência do consumidor, entre muitas que conquistaram o mercado. Nesse sentido precisamos aprender muito. Não são as grandes equipes, apenas, que dão destaque aos nossos jogadores. É o futebol brasileiro.

A família Gracie tem grande destaque no consagrado ambiente do Brazilian Jiu-Jitsu, que congrega atletas de diferentes “Escolas”. Claro que profissionais reverenciados atraem os olhares e atenção ao nosso mercado, mas a continuidade não se dá pela relevância de um, mas pelo conjunto da obra de uma fonte. Que grande lição nos deixam o voleibol e o automobilismo nesse aspecto!

Esse é um detalhe que ainda não nos demos conta, suficientemente, para levarmos a sério. Desconhecemos esse fato? Claro que não! É Obvio demais! Regiões selvagens jamais seriam conquistadas por apenas meia dúzia de isolados pioneiros. A ação conjunta é que permitiu que tivessem sucesso. Simples? Sim, mas conhecimento não serve para nada se não o aplicarmos.

Para isso é que servem as associações entre os homens: ações cooperadas. Cooperando derrubamos barreiras e conquistamos o direito de estar presente em novos mercados; competindo conquistamos a preferência do consumidor. Uma fantástica ação de coopetição – competir, cooperando – que precisamos reconhecer e incentivar.

Branding é o trabalho de construção e gerenciamento de uma marca junto ao mercado. Esta precisa urgentemente de nossa união para destaque, em busca de relevância e visibilidade em muitas áreas: Made in Brazil. Sem relevância não importa o que façamos, pouco iremos exportar.

Ivan Postigo é diretor de Gestão Empresarial da Postigo Consultoria Comunicação e Gestão

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