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Brasil deve ser a 7ª economia mundial em 2050, mostra estudo

redacao 28/02/2012
redacao 28/02/2012

País deve crescer em ritmo mais acelerado que os desenvolvidos; China, EUA e Índia estarão à frente em ranking

O Brasil será a sétima economia mundial em 2050, de acordo com estudo "O Mundo em 2050", feito pelo banco HSBC. Nos próximos quarenta anos, já que a projeção foi feita com números referentes a 2010, o Brasil deve crescer a um ritmo mais acelerado que os países desenvolvidos, o que deve alçá-lo a um posto mais alto no ranking.

A projeção se baseia em um modelo que considera fundamentos como o Produto Interno Bruto (PIB), renda per capita, segurança jurídica, democracia, escolaridade e crescimento populacional.

O estudo destaca que, entre 1986 e 1994, o Brasil conviveu com taxas de inflação acima de 500% e afirma que o controle da inflação foi o ponto de reversão na história recente do País. "Tal foi essa reversão em sua gestão econômica que agora o País está taxando o investimento estrangeiro para impedir o fluxo de capital", cita o estudo.

Como pontos a melhorar, o estudo cita que a democracia poderia ter contribuído mais para reforçar a segurança jurídica do País e também menciona a necessidade de controlar a corrupção. O banco reconhece os esforços para elevar o nível de escolaridade do País, ainda considerado baixo.

Em 2050, as maiores economias mundiais serão, por ordem, China, Estados Unidos, Índia, Japão, Alemanha, Reino Unido, Brasil, México, França e Canadá. Atualmente, o País é a nona economia mundial, segundo o estudo, que se baseou em dados de 2010.

As principais mudanças em relação ao ranking atual das dez maiores economias do banco, serão a saída da Itália, que será a 11.ª maior economia, e a entrada do México, atualmente na 13.ª posição.

Segundo o estudo do HSBC, em quarenta anos, o PIB do Brasil vai aumentar 221%, de US$ 921 bilhões em 2010 para US$ 2,960 trilhões em 2050 (a preços constantes de 2000). A população brasileira, de 195 milhões em 2010, vai crescer 12%, para 219 milhões.

Entre 2010 e 2050, de acordo com o HSBC, a renda per capita vai passar de US$ 4,711 mil para US$ 13,547 mil, um crescimento de 188%, não suficiente, porém, para melhorar a posição do País no ranking de renda per capita. Até lá, o Brasil, atualmente na 52.ª posição, cairá para o 61.º lugar.

No ranking das 100 maiores economias de 2050, o Brasil está no grupo de países que vão apresentar um crescimento moderado, em uma média anual entre 3% e 5%. No grupo, estão 43 países, como México, Turquia, Rússia, Indonésia e Argentina, entre outros.

Entre os países que vão apresentar um crescimento rápido, em uma média anual acima de 5%, estão 26 países, como China, Índia, Filipinas, Egito e Malásia. Também fazem parte do grupo países sul-americanos como Peru, Equador, Bolívia e Paraguai.

No grupo de países que terão uma economia estável, com crescimento médio anual abaixo de 3%, estão 31 países, boa parte desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão e os países da União Europeia.

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