Cartão de crédito é meio mais confortável de financiamento, diz pesquisa

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Cartão de crédito é citado como meio mais confortável de financiamento do consumo do brasileiro. Pesquisa feita pela agência de marketing Avenida Brasil mostrou que o total de compradores que disseram se sentir tranqüilos com a utilização do plástico oscilou entre 49% e 59%, para as rendas CDE e AB, respectivamente.

Quando o assunto é crediário, as proporções foram, na mesma ordem, de 35,5% e 32,9%. Uma medida mais drástica – o pedido de empréstimo em financeiras – representou 7,8% e 4,7%, respectivamente, das respostas dessas classes.

Representatividade

Para a Avenida Brasil, o cartão de crédito é visto como principal meio de compra da baixa renda , utilizado em supermercados, lojas e açougues.

A Classe CDE compreende famílias com ganho mensal de até R$ 2,8 mil. Quase 70% dos cartões de crédito, especificamente 67% deles, estão concentrados nesse público. Quanto maior o nível de renda, maior a penetração do meio de pagamento: 59,1% para a C; 50,2% para a D e 43,9% para a E.

Segundo estimativas da Itaucard feitas com base em dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Crédito e Serviços), o primeiro trimestre do ano deve ser encerrado com 94,7 milhões de plásticos em circulação no País.

Gasto e número de cartões

Ainda conforme a Itaucard, quando faz compras com cartão de crédito, a baixa renda* gasta por vez menos da metade do que a alta renda: os tíquetes médios, entre compras parceladas e à vista, ficam em cerca de R$ 110 e R$ 215, respectivamente.

Na hora de optar pelo pagamento parcelado, aqueles com rendimento mensal de até R$ 1.499 desembolsam valor 4,5 vezes maior do que quando o pagamento é feito à vista, passando da média de R$ 40 para R$ 182, por compra. Aqueles que ganham acima de R$ 2,5 mil têm disparidade menor no comportamento, de 3,8 vezes, com variação de R$ 90 para R$ 339.

Ao se falar sobre número de plásticos, em 2003, eram 19 milhões de unidades nas demais rendas, enquanto, na baixa, eram 26 milhões. Em 2007, esses números passaram para 30 milhões e 61 milhões, respectivamente.

*Renda mensal abaixo de R$ 1,5 mil

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