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Cinco passos para aumentar a competitividade

redacao 20/08/2013
redacao 20/08/2013

Hoje em dia, quase toda empresa nacional enfrenta competitividade global. Portanto, é essencial analisar a posição da empresa tendo como base, inclusive, os principais concorrentes internacionais, introduzindo medidas para manter – e se possível melhorar – seu posicionamento no ambiente de negócios. Principalmente neste momento em que parte da economia está baseada na internet, é preciso aprender a tomar decisões acertadas com a velocidade de uma banda larga. De acordo com o consultor Enio Feijó, especialista em Melhoria Contínua e Lean Six Sigma, é possível estabelecer cinco estratégias para colocar em prática imediatamente, a fim de aumentar a competitividade da empresa.

1. Conheça melhor os seus clientes. Embora você possa conhecê-los bem, os clientes estão mudando constantemente. Com a velocidade das inovações e as facilidades na comunicação, é muito fácil, antes de efetuarmos uma compra, pesquisarmos pelo mundo todo sobre o produto ou serviço desejado. Confortavelmente acomodados, ficamos conhecendo um sem-número de novidades e características antes ignoradas. As novidades, inclusive, costumam ser rapidamente compartilhadas nas redes sociais (ou por e-mail) para todo um segmento de consumidores que têm os mesmos desejos e as mesmas necessidades. Independentemente da ferramenta de pesquisa utilizada, é importante estarmos em permanente contato com o cliente para conhecer seus mais novos desejos, necessidades ou demandas. 

2. Melhore constantemente seus processos.  Processos são a forma de produzir e entregar produtos e serviços desejados pelos clientes. De preferência, bons produtos e serviços. Ocorre que os processos variam. Não são feitos exatamente da mesma forma todos os dias – ou por variação dos equipamentos, ou das pessoas. Defeitos e retrabalhos surgem justamente a partir dessa variabilidade. Retrabalho implica em fazer o trabalho duas ou mais vezes novamente, resultando em desperdício de tempo, hora/máquina, matéria-prima e mão de obra. Em relação aos defeitos, pior é quando um defeito acaba nas mãos do cliente por não ter sido identificado antes. Nesse caso, a perda é ainda maior. Uma coisa é certa: não existe processo sem quaisquer defeitos ou falhas. Em maior ou menor grau, eles estão lá. Portanto, identificar como podemos ter processos mais rápidos, com menor variação, com menor número de defeitos, não só agrega valor para o cliente, como reduz os custos dos retrabalhos e desperdícios, melhorando a lucratividade da empresa.

3. Desenvolva seus colaboradores. Deles dependem os processos que irão atender e encantar seus clientes. Note que desenvolver não é treinar. Treinamento é estático, finito. Desenvolvimento é dinâmico, não tem fim, desde que bem alimentado. Um colaborador bem treinado executa bem uma tarefa ou atividade. Um colaborador bem desenvolvido executa e melhora a atividade ou processo. Desenvolvimento está ligado a comunicar bem os objetivos e missão da empresa, a conhecer e agregar valor aos clientes externos e internos. Desenvolvimento é, portanto, muito mais comportamental do que técnico. Depende mais de líderes do que de gerentes. Afinal, gerentes têm subordinados, enquanto líderes têm seguidores. Gerentes contam valor. Já os líderes adicionam valor.

4. Reduza custo sem reduzir valor. Estamos no negócio de agregar valor para os clientes. Estamos no negócio de produzir produtos e serviços que os clientes queiram comprar. Não podemos desenvolver produtos tão baratos, tão despojados de valor que nenhum cliente queira comprar. Existem custos associados diretamente ao produto que podem ser reduzidos sem comprometer a funcionalidade e a qualidade. É o caso das matérias-primas. Decidir sobre novos fornecedores ou licitações virtuais em que fornecedores de outros estados ou países possam participar pode ajudar. Até mesmo questionar certas especificações ou materiais muito caros que não agregam valor para o cliente. Existem, ainda, os serviços acessórios, que não estão diretamente ligados à produção do bem ou serviço que não são o core business da empresa e podem ser terceirizados para empresas especializadas que fazem melhor e a um custo menor. É importante aguçar a mente para esse tipo de avaliação. 

5. Crie um negócio sustentável. Sustentabilidade é mais uma variável que vem fazendo a diferença em muitos segmentos e para muitas empresas. Uso de tecnologia e processos não poluentes. Disposição de resíduos industriais de forma responsável – não apenas de acordo com a legislação, já que nossas leis não conseguem acompanhar a crescente modernização e desconsidera certas formas de poluição e ataques ao meio ambiente. Portanto, é preciso ter políticas próprias compatíveis com os novos conceitos de sustentabilidade. Os clientes começam a dar valor a empresas que não poluem, que são ecologicamente corretas, que reciclam. Cultivar um viés de sustentabilidade será com certeza uma vantagem competitiva para quem sair na frente e uma desvantagem para os que não acompanharem.

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