Classe C é quem dita o futuro da internet brasileira

redacao 03/10/2012
redacao 03/10/2012

Há alguns anos atrás,  a pergunta que rondava as agências de publicidade era se a classe C estava conectada a internet e como atingi-la. Hoje é visível sua participação e é impossível trabalhar qualquer ação sem  levar em consideração este público.

Devido ao seu  expressivo imenso crescimento, com quase 103 milhões de pessoas, a classe C é responsável por 78% do que é comprado em supermercados, 60% das mulheres que vão a salões de beleza, 70% dos cartões de crédito no Brasil e 80% das pessoas que acessam a internet, segundo o instituto de pesquisa Data Popular.

“Estes números apontam a constante transformação da sociedade e quebra o mito de que a internet estava elitizada apenas para as classes A e B. A chegada desses e-consumidores ao  mercado  online  desafia as agências de publicidade a se adaptarem rapidamente aos gostos e costumes  do público que já é maioria na  web”, explica Michelle Matsumoto, presidente da One, agência especializada  em marketing digital.

Conhecer a nova classe C, se adaptar aos seus hábitos e ter um grau de familiaridade se tornaram um pontos  estratégicos das empresas de comunicação, o que força uma nova abordagem de mensagens publicitárias onde esse público esteja, como sites de notícias, redes sociais e até mesmo canais de vídeos, como o Youtube.

Atualmente quem dita as regras nesse mercado e suas principais tendências é capaz também de impactar vários setores da economia. Os noticiários onlines, por exemplo, estão focados na massa da população e  têm se adaptado ao seu comportamento. Do mesmo modo, seguem os e-commerces, já que o crescimento da classe C reflete diretamente neste segmento.

Segundo o e-bit, 61% da classe C já dominam as compras nos mais de 3,4  mil sites de compras online e os motivos que os fazem optar pelo comércio eletrônico são os mais váriados, como comodidade, praticidade , parcelamento e preços mais  acessíveis.  Este cenário demonstra o quanto a web está cada vez mais democrática e que a nova classe C está em alta.

“A classe C inova o trabalho, aponta desafios e já  apresenta resultados significantes para as empresas que trabalham  no ambiente online. Este grupo não pode ser ignorado, pelo contrário, fidelizá-los e atraí-los com os mais diversos conteúdos em multiplataformas. O investimento em  publicidade  nas mídias sociais e o trabalho de engajamento com este público, torna-se uma ótima oportunidade para  ampliar cada vez mais o relacionamento de grandes marcas com os consumidores”, finaliza Matsumoto.

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