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Com entrada de multinacionais, setor de TI fica mais competitivo

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Empresas indianas, européias e americanas de tecnologia da informação estão iniciando ou intensificando suas presenças no Brasil este ano. Apesar de todo o movimento de fusões e aquisições, o mercado continua bastante fragmentado. Para se ter uma idéia, segundo a assessoria de imprensa da IDC Brasil, as dez maiores empresas de serviços de TI representam menos de 40% das vendas no País.

O mercado local de serviços de TI está extremamente acirrado, com os fornecedores ainda tendo de atender às exigências cada vez mais freqüentes dos clientes em manter pessoal capacitado e dentro das normas trabalhistas, o que acarreta encargos onerosos, que acabam por comprometer ainda mais suas despesas. E, por conta da desvalorização do dólar, dos altos impostos e até pelo idioma, crescer em off-shore no Brasil está cada dia mais complicado.

"Neste momento, o desafio inicial das empresas que oferecem serviços de TI no Brasil é aumentar a lucratividade", opina o country manager da IDC Brasil, Mauro Peres. "Algumas já estão partindo para projetos regionalizados, com o intuito de gerar mais lucro e ganhar um fôlego. Outras, que têm intenção de abrir capital, estão atrás de crescimento através do ganho de escala e da maior liquidez, com o fim de se tornarem atraentes aos investidores. Fusões também estão sendo vistas como forma de conquistar a presença regional ou aumentar o portfólio de clientes".

O mercado de TI

As margens de lucro na atividade de serviços declinaram muito nos últimos anos. Os custos das empresas vêm aumentando ano a ano, seja por reajustes inflacionários na folha de pagamento, seja pela formalização das empresas (contratação CLT ou flex de parte dos funcionários).

Em contrapartida, dado o acirramento da competitividade, está sendo cada vez mais difícil passar para o cliente esse aumento nos custos. Assim, as empresas de serviços estão tendo de se reinventar, buscando mão-de-obra em cidades cada vez menores, estabelecendo novas parcerias, melhorando a produtividade dos funcionários e descobrindo novas formas de entregar os serviços.

"As taxas de crescimento do Brasil em serviços de TI vêm declinando ao longo dos anos, processo natural no caminho à maturidade, mas, mesmo assim, muito sedutor aos olhos externos", explica Peres. Hoje, está na casa dos 11%, deixando para trás os 20% de crescimento que acumulava na década de 90 e os 15% de 2000.

No mundo, serviços de TI movimentam US$ 491 bilhões e a taxa de aumento está em pouco mais de 5%. Ao Brasil, que movimentou, em 2007, US$ 8,6 bilhões, cabe a fatia de 1,7% do montante mundial. No ranking global de serviços de TI, de acordo com a IDC, o mercado brasileiro ocupa a 10ª posição e está adiante de outros países do BRIC nos investimentos com serviços de TI.

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