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Compras pagas com cartões de crédito vão superar, em valor, as pagas com dinheiro

redacao 01/09/2011
redacao 01/09/2011

Até 2021, segundo estimativa da Boanerges & Cia, as compras pagas com cartões de crédito no varejo brasileiro vão superar, em valor, as pagas com dinheiro

No Brasil, 2011 deve fechar com 648 milhões de plásticos em circulação, incluindo cartões de rede, loja, débito e crédito, com um volume de transações estimado em 8,5 bilhões para este ano e um valor ao redor de R$ 680 bilhões, com cerca de 87% movimentados por cartões de crédito e débito.

O avanço dos cartões de crédito já provoca mudanças no cenário brasileiro de meios de pagamento. Até 2021, segundo estimativa da Boanerges & Cia, consultoria especializada em varejo financeiro, as compras pagas com cartões no varejo brasileiro vão superar, em valor, as pagas com dinheiro. As transações com cheques, por exemplo, que eram de 34% em 2001, não chegam hoje a 5% e devem cair para 2% em 2021.

No Brasil, 2011 deve fechar com 648 milhões de plásticos em circulação, incluindo cartões de rede, loja, débito e crédito, com um volume de transações estimado em 8,5 bilhões para este ano e um valor ao redor de R$ 680 bilhões, com cerca de 87% movimentados por cartões de crédito e débito. 

"Em 2021, 46% do consumo privado será pago com cartões de crédito, débito, loja ou rede, um índice que, em 2011, deverá alcançar 27%. Essa quase duplicação relativa dos recursos movimentados por esses meios de pagamento vai impactar a vida de todos que vivenciam este mercado. Esse crescimento já vem gerando uma pressão maior pelo aperfeiçoamento do setor, e a regulação, seja imposta pelo governo ou partindo dos próprios players atuantes, tem um papel fundamental tanto na garantia da evolução quanto na manutenção do equilíbrio entre os diversos envolvidos, incluindo consumidores, varejistas, emissores, credenciadores, bandeiras, entre outros”, assinala Boanerges Ramos Freire, presidente da Boanerges & Cia.

O varejo financeiro no Brasil, explica Boanerges, é ainda mais dinâmico do que nos Estados Unidos e vem despertando o interesse de novos concorrentes, inclusive estrangeiros.  “O crescimento desse mercado vem promovendo altos ganhos, especialmente para empresas emissoras de cartões e as credenciadoras, que cuidam da relação com os estabelecimentos. Com essa crescente penetração desses meios de pagamento veremos pressões cada vez maiores por uma regulação do setor, bem como ações de autorregulação promovidas pelo próprio mercado”, prevê. 

Enquanto os varejistas verão mais opções de credenciadoras no mercado, com a consequente redução dos custos inerentes à aceitação desse tipo de pagamento, para os consumidores o impacto positivo do avanço dos cartões será a ampliação da rede de aceitação e uma possível redução nas taxas de juros praticadas atualmente. “Com o aumento da concorrência, os credenciadores já vêm ampliando sua atuação para regiões e segmentos do varejo considerados pouco atrativos no passado. Já os bancos emissores estão cientes de que as taxas de juros estão na mira dos reguladores, e devem se antecipar para não sofrerem uma intervenção como os credenciadores vivenciaram com a quebra na exclusividades das bandeiras”, estima Freire.

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