Compras por smartphones e aplicativos móveis caem no gosto do consumidor

De olho nessa realidade, empresas investem em novas tecnologias para ampliar os negócios e ficar ainda mais próximas dos clientes dentro de uma nova cultura de negócio

Redação 03/04/2018
Redação 03/04/2018

As vendas online devem crescer entre 10 a 15% em 2018. A previsão é da Ebit – empresa com informações do comércio eletrônico, pioneira na realização de pesquisas sobre hábitos e tendências de e-commerce no Brasil.

Posição semelhante tem a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) que, recentemente, divulgou os números do faturamento do comércio eletrônico em 2017. Foram R$ 49,7 bilhões – expansão de 12% sobre 2016. Outra curiosidade desse estudo: algumas redes varejistas já conseguem vender mais pela internet e aplicativos móveis do que em lojas físicas.

Inovações

Essa mudança do consumidor no jeito de fazer as compras obrigou diversas companhias a se reinventar. Se antes os grandes investimentos eram feitos nas lojas tradicionais de ruas ou em shoppings, agora é preciso disponibilizar também todo o acervo dos produtos e serviços na palma da mão.

Ainda de acordo com as informações da Ebit, o crescimento das vendas no Brasil via smartphones e dispositivos móveis no primeiro semestre de 2017 foi de 35,9% em relação ao mesmo período de 2016. Já o volume financeiro aumentou 56,2%. Outros dados que revelam o grande impacto dos smartphones na vida do consumidor é a pesquisa realizada no quarto trimestre de 2017 pela Criteo, empresa global de tecnologia e marketing. Segundo o estudo, o mobile responde atualmente por 48% das vendas do varejo online (web mobile e app). Esse estudo diz, também, que “22% de todas as transações em desktop no Brasil são precedidas de um clique em um dispositivo mobile”.

Isso mostra a importância das soluções tecnológicas que facilitam a vida do cliente; onde ele pode pesquisar à vontade, fazer comparações, comprar com segurança e ter rapidez na entrega. “É a tecnologia vindo ao auxílio do consumidor e do lojista dentro de uma nova cultura de relacionamento chamada ‘omni’”, explica Fabíola Paes, especialista em varejo e uma das estudiosas dessa nova forma de comprar e vender que tem movimentado milhões no mundo todo.

Oportunidades multicanais

De olho nessa nova realidade, a Neomode – uma startup nascida em Curitiba – especializou-se em criar uma plataforma na qual convergem todos os canais de vendas utilizados por uma companhia. “O conceito de Omnichannel faz com que o consumidor não tenha diferença entre o mundo físico e o off-line. Isso agiliza a vida do cliente, facilita os controles dos lojistas e gera mais lucratividade”, destaca Fabíola Paes, que também é uma das sócias da startup.

O resultado logo apareceu. Em dois anos de atividades a empresa já atende clientes nacionais de vários setores como L’Oréal, O Boticário, Lojas MM, Havan, Padó, Escoteiros do Brasil, Ri Happy, Drogaria Onofre, Kids Brasil, Sterna Café, Grupo Martins, Amissima e Dufry. A startup também atraiu investidores que acreditam na expansão dos negócios e investiram cerca de R$ 1 milhão no empreendimento. Com isso, a Neomode pretende crescer 320% em 2018 e outros 120% até 2020. A equipe subiu de 3 para 20 profissionais dedicados – todos focados em encontrar maneiras de agradar tanto o varejista, quanto o consumidor final.

A startup deu outros passos importantes em 2018. Associou-se ao OasisLab (primeiro centro de inovação especializado em varejo do Brasil) e fez um aporte de investimento na Enfoca, startup especializada em chatbot, a fim de fortalecer seu ecossistema de inovação e entregar de forma mais ágil a melhor solução a seus clientes varejistas e consumidores.

E boas perspectivas de crescimento não faltam. Segundo pesquisa da empresa IDC Insights – que está presente em 110 países, líder em inteligência de mercado e consultoria nas indústrias de tecnologia da informação, telecomunicações e mercados de consumo em massa de tecnologia – o consumidor Omnichannel gasta até 40% a mais e torna-se mais engajado com a marca, comparado àquelas corporações que fazem a venda em apenas um canal.

O engenheiro especialista em tecnologia mobile Omnichannel, João de Souza, também sócio da Neomode, explica a razão: “Dentro de uma cultura ‘omni’ o cliente pode escolher pelo celular o que lhe for mais conveniente e retirar na loja mais próxima por geolocalização; ele pode ainda estar dentro da loja testando o produto e efetuar a compra pelo site para receber em casa; ou pode também querer o produto no mesmo dia e pedir para outra loja lhe entregar em casa ou trazer para a loja onde ele se encontra para fazer a retirada”. “Ser ‘omni’ é conseguir atender a todas essas hipóteses, interagindo cada vez mais com o consumidor, compreendendo e atendendo suas necessidades”, reforça.

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