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Confira procedimentos que as lojas virtuais devem adotar para oferecer mais segurança

redacao 01/12/2011
redacao 01/12/2011

Especialista mostra procedimentos que as lojas virtuais devem adotar para oferecer mais segurança e confiança

A recente decisão do Procon-SP de, possivelmente, suspender, pelo período de até 72 horas, as atividades da B2W Companhia Global do Varejo (responsável pelas empresas Americanas, Shoptime e Submarino), por não entregar os produtos aos consumidores, reacende um dilema do comércio eletrônico: como evitar transtornos ao comprar pela internet?

Segundo Gisele Friso, advogada especializada em Direito do Consumidor e Direito Eletrônico, a maioria dos consumidores não busca informações sobre a loja virtual e, ao comprar, acaba se frustrando. “Por outro lado, ainda que haja diversos meios para assegurar proteção ao consumidor, muitos sites desconhecem ou ignoram tanto estes direitos como os processos de segurança”, afirma Gisele.

De acordo com a advogada, é preciso que o consumidor fique atento a fatores que podem revelar se o site é seguro ou não. Um deles diz respeito ao sigilo nos dados confidenciais do consumidor, como números de cartões de crédito. Segundo ela, o ideal é que o site invista na tecnologia SSL, que exige que uma conexão segura seja negociada entre o navegador do cliente e o servidor web de uma empresa. Depois dessa negociação, todas as comunicações de dados são criptografadas com as chaves de 56 bits (alta) ou 128 bits (muito alta). “Além disso, busque informações como depoimentos de clientes, política de privacidade, política de segurança ou mesmo a verificação sobre reclamações de outros consumidores, o que pode ser averiguado no site do Procon e em outros especializados neste segmento. Essas atitudes poderão reforçar sua credibilidade no site.”

Outra indicação é comprar em uma loja virtual que invista na análise de vulnerabilidades em servidores (IPs) e aplicações (URLs). “Há também soluções de análise, validação e aprovação de transações financeiras; capazes de garantir aos compradores a segurança de saber que seus dados estão em ambiente seguro e não são repassados nem para os  lojistas”, completa Gisele.

A advogada ressalta ainda a importância de estar atento às empresas virtuais associadas ao e-bit, site especializado em pesquisas de satisfação para e-consumidores, que criou o bitConsumidor, um programa de avaliação de lojas virtuais para que os consumidores possam compartilhar suas experiências de compra no varejo on-line. No bitConsumidor, as avaliações de quem comprou são transformadas em medalhas que podem ser diamante, ouro, prata ou bronze. Com isso, a lojavirtual aparece em um ranking no site da e-bit, possibilitando identificar as melhores opções de compra pela internet.

“Além destes fatores, não podemos esquecer que a legislação que protege o consumidor no Brasil é uma das mais modernas e completas do mundo. O Código de Defesa do Consumidor é um verdadeiro manual de procedimentos, estabelecendo todos os critérios que a empresa deve seguir para evitar a insatisfação e até problemas jurídicos. Sendo assim, o Código torna-se uma ferramenta tanto a favor do consumidor como do lojista”, finaliza a advogada.

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