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Consumidor paulista tende a comprar menos bens duráveis, revela pesquisa

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Pesquisa realizada com mais de 3 mil consumidores do estado de São Paulo mostra que os moradores da capital, do interior e do litoral estão mais cautelosos quanto ao comprometimento de sua renda com a aquisição de bens duráveis, normalmente, pagos com financiamentos de longo prazo.

Esse comportamento foi detectado pelo Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração, que avaliou o interesse de compras de bens nas categorias de linha branca – máquina de lavar e de secar roupa, geladeira, lava-louça, fogão – móveis, eletroeletrônicos, material de construção, automóveis e motos, informática, cine e foto, cama, mesa e banho, eletroportáteis e telefonia e celulares.

De acordo com levantamento, 61,8% dos entrevistados manifestaram a intenção de comprar algum tipo desses objetos nos próximos três meses, ante 63,2% do segundo trimestre deste ano.

“Essa pesquisa tem um propósito de auferir o ânimo dos consumidores e estamos percebendo desaceleração [da busca] por artigos", afirmou o professor Cláudio Felisoni, um dos coordenadores da apuração. Para ele, o aumento da inflação seguido pela alta nas taxas de juros, justifica essa essa tendência, porque a elevação “está corroendo a renda dos consumidores, principalmente, de classes de baixa renda”.

Felisoni disse que há uma clara mudança de ânimo. “Até então a economia brasileira vinha seguindo em um ambiente muito mais favorável, de bastante confiança, de ânimo e, a partir de agora, os sinais são em direção oposta”.

Os produtos de informática estão entre os itens com maior intenção de compra (13,8%), produtos de informática, com 13,8%, seguidos por cine e foto, com 12,6% e linha branca com 10,6%. No caso específico dos artigos de informática, a intenção de compra aumentou. No segundo trimestre, o índice havia sido de 11,2%.

Segundo Felisoni, os computadores são cada vez mais incorporados ao universo de bens que fazem parte da rotina das residências, incluindo as das classes C e D.

Quanto à compra de automóveis, o resultado da pesquisa, ratifica a previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea): redução no ritmo de vendas no mercado interno, no segundo semestre, comparado ao primeiro. No terceiro trimestre deste ano, 4% demonstraram a intenção de compra, ante 4,7% no segundo trimestre e 4,4% em igual período do ano passado.

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