Consumo das classes C e D não será freado, prevê Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza

redacao 01/04/2011
redacao 01/04/2011

A presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, afirmou que as medidas do governo para conter o consumo não deverão atingir o varejo e nem frear os gastos dos consumidores de baixa renda.

"Não acredito que terá efeito sob o consumo das classes C e D", afirmou à imprensa na noite de ontem após fazer uma palestra para executivos em São Paulo.

Segundo ela, o mercado está aquecido e o endividamento sob controle, o que traz um panorama positivo para o setor.

Ricardo Nunes, presidente da holding Máquina de Vendas –criada pela união entre Ricardo Eletro e Insinuante– afirmou em entrevista à Folha, publicada no último dia 26, que o setor poderá aumentar ainda mais os ganhos com essas medidas.

"Quando o governo fala em segurar [o consumo], o efeito chega antes nos gastos com casa e carro. O eletrodoméstico é o último porque é o bem durável mais barato. Isso deverá favorecer o setor por redirecionar o consumo".

COMMODITIES

Luiza afirmou ainda que um dos desafios para as empresas atualmente é o atendimento com qualidade e velocidade.

"A gente aprendeu que, para fazer bem feito, tem que fazer devagar: ‘a pressa é inimiga da perfeição’. E, de repente, entramos em uma era da tecnologia, que está revolucionando a velocidade".

Para ela, hoje "nenhuma empresa pode se dar ao direito de fazer as coisas devagar". "O consumidor é muito mais exigente do que há dez anos. A internet traz um novo ritmo."

Segundo a executiva, a forma de conseguir ter velocidade, qualidade e rentabilidade é por meio do treinamento dos funcionários. "As únicas duas coisas que vão diferenciar uma empresa da outra são inovação e atendimento. Preço passou a ser commodity."

Sobre expansão, a empresária afirmou que o Magazine Luiza ainda não entrou em locais como Rio de Janeiro e Espírito Santo por falta de oportunidade de compra de redes. "Não podemos chegar no Rio com duas, três lojas. Tem que chegar com uma força", disse, lembrando que quando veio para São Paulo foi com a abertura de 50 lojas ao mesmo tempo.

 

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