Consumo de marcas próprias no varejo e atacado deverá crescer 20%

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Os brasileiros estão cada vez mais consumindo produtos de marcas próprias de redes do varejo e atacado. Segundo a Abmapro (Associação Brasileira de Marcas Próprias), o segmento deve crescer 20% este ano, sendo que em 2007 as vendas registraram alta de 27,3% em relação a 2006.

Para a presidente da Associação, Neide Montesano, o crescimento no consumo se deve ao fato de que as pessoas não consideram mais o produto como de baixa qualidade. Além diss, há a vantagem do preço, mais baixo do que o cobrado nos produtos tradicionais.

"Esse setor vai continuar crescendo. É uma realidade fora do Brasil e já chegou aqui. Havia uma seqüela do passado, de que o produto não tinha qualidade, mas esse paradigma está sendo desfeito", afirma ela.

Segundo um estudo da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), feito em parceria com a Nielsen, o mercado de marcas próprias atingiu R$ 6,5 bilhões em 2007, um crescimento de 22,3% na comparação com 2006, passando a representar 7% das vendas, contra 5,5% no ano anterior.

Consumidores

Ainda segundo a pesquisa, as marcas próprias estão presentes em 13,5 milhões de residências brasileiras, sendo que os domicílios que mais compram esses produtos são os de nível socioeconômico alto, com quatro ou cinco pessoas.

Donas de casa com idade entre 41 e 50 anos e casais com filhos adolescentes também costumam consumir mais esses produtos. As vendas são maiores em locais como a Grande São Paulo, onde se concentram as grandes cadeias de atacado e varejo.

Vantagens

Para Montesano, esse segmento significa uma possibilidade de economia ao consumidor e uma alternativa aos produtos mais caros. Segundo ela, o produto é mais barato, por não ter altos gastos comerciais ou com mídia.

Além disso, a presidente da Associação destaca que o aumento de preço nesses produtos costuma ser menor do que o registrado nos tradicionais. "As empresas conseguem negociar com o fornecedor um aumento um pouco menor, além de protelar esse aumento", considera.

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