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Crédito ao consumidor soma 11,8% do PIB

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

O volume de crédito disponível para os consumidores atingiu 11,8% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado. Conforme análise divulgada pelo Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), esse total representa alta de três pontos percentuais frente aos 8,8% obtidos em 2005.

"Considerando financiamentos imobiliários, o total em 2007 subiria para 13,5% do PIB, um índice que pode ser considerado baixo e passível de ser ampliado. Há sustentabilidade do crédito, na medida em que a renda da população prossegue aumentando, a inadimplência permanece baixa e os prazos de financiamento vêm sendo ampliados", adicionou a análise.

Complemento de importância

No ano passado, as vendas do varejo formal cresceram quase 10%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Conforme a entidade, o resultado é reflexo seja da evolução do emprego, seja do crescimento do rendimento médio das ocupações – sendo que a liberação de empréstimos e financiamentos ao consumidor possuiu um "complemento de importância" nesse resultado. No período, houve alta de 11,85% no nível de emprego. A massa de rendimentos chegou a 2,96%.

"As empresas do varejo formal no Brasil promoveram mudanças muito importantes nos últimos anos. Em especial, ampliaram a concessão de crédito para a clientela, seja com recursos próprios, seja com recursos de instituições financeiras associadas", contextualizaram os especialistas do Iedi.

Dessa forma, foi vista uma maneira de responder à informalidade e imprimir dinamismo ao segmento varejista formal. "Crédito direto ou através de acordos com bancos e financeiras, eis um dos segredos do sucesso do varejo no Brasil nos últimos anos", concluíram.

Perspectivas para 2008

A análise mostra que há quatros anos o volume de dinheiro colocado ao consumidor cresce a uma taxa real de aproximadamente 20% ao ano. Como conseqüência, a progressão da relação do saldo desses financiamentos com o PIB mostra como evoluiu a capacidade de consumo da população por meio do mecanismo do crédito.

E pelo fato de a proporção atual crédito/PIB ainda ser tida como baixa, o instituto considera a possibilidade de o varejo reproduzir, em 2008, o desempenho recorde de 2007.

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