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Crise afeta 25 empresas da construção civil; pequenas e médias escapam

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Para Roberto Kauffmann, presidente do Sinduscon-RJ (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro) e vice-presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil, o reflexo da crise é mínimo para o setor da construção civil.

A afirmação foi feita durante o programa Notícias da Manhã da EBC, segundo informações divulgadas pela Agência Brasil.

Empresas atingidas
A crise financeira mundial afetou 25 empresas do setor, grandes grupos que se associaram e capitalizaram recursos na bolsa de valores.

Ele explicou que essas companhias compraram uma quantidade grande de terrenos, mas, no momento, estão imobilizadas para a construção dos empreendimentos, pois dependem de recursos do mercado financeiro.

Por outro lado, 100 mil empresas de pequeno e médio porte do setor da construção não terão problemas, já que se utilizam de recursos da poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Este ano, cerca de R$ 30 bilhões foram aplicados na poupança e o FGTS investiu R$ 16 bilhões em habitação.

Previsão para 2009
Ele informou que, com o intuito de garantir as linhas de financiamento para 2009, o orçamento do FGTS será definido este mês e o valor previsto – R$ 16 bilhões – pode chegar a R$ 20 bilhões.

Já para auxiliar as grandes empresas atingidas, o presidente do sindicato afirmou que foi definida a criação de uma linha especial de financiamento, feita por bancos, com juros razoáveis, para suprir a falta de giro de capital. Segundo ele, a linha de crédito deve ser regulamentada esta semana.

A criação da linha foi definida durante reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e representantes do Ministério da Fazenda e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Com as medidas tomadas, Kaufmann garante que o setor da construção civil na área habitacional não vai ter nenhum problema neste ano e no próximo. "Se houver problemas de demanda, o Banco Central poderá reduzir o compulsório obrigatório da poupança", disse.

No que diz respeito à área de infra-estrutura, o presidente do Sinduscon-RJ acredita que as principais obras públicas devem continuar, pois contribuem para o desenvolvimento econômico do País. "É uma questão de analisar as prioridades do governo", finalizou.

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