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Deixe de lado o improviso

redacao 25/02/2011
redacao 25/02/2011

Quantos softwares de gerenciamento de projetos que servem como ferramenta de planejamento há no mercado? E quantos varejistas você conhece que usam estes softwares para planejar lojas novas ou reformas em seus pontos de venda? Eu conheço poucos.

Tudo o que antigamente fazíamos no papel, hoje temos computadores e seus cálculos magníficos para nos ajudar. Mas quem aperta os botões somos nós, os seres humanos, que carregamos conosco nossos hábitos, humores e egos.

Quem trabalha com varejo sabe como é a correria na época do Natal. Até aí nada de novo. A única novidade é que a correria piora a cada ano e a falta de planejamento se torna crítica. A maior parte dos varejistas quer suas lojas prontas para o final de outubro ou início de novembro, mas muitas vezes quando resolvem iniciar o processo o tempo é insuficiente para uma execução de qualidade a um custo viável. O resultado disso são obras e reformas mal planejadas, com serviços executados às pressas e por profissionais não especializados.

Se você quer ter uma loja pronta em uma data futura é preciso fazer uma contagem regressiva para saber quando deve iniciar cada etapa do processo, começando sempre por um projeto.

Parece óbvio, mas não é o que vemos na prática. Aparentemente, existe uma confusão na mente de alguns executivos entre eficiência e “apagar incêndios”. Às vezes escuto comentários de dirigentes se vangloriando das proezas que fizeram relativas aos prazos de execução. Fico pensando que talvez esta pessoa não perceba que, se tivesse feito um planejamento antecipado, a execução teria mais qualidade e um preço “não emergencial”, ou seja, menor.

Há ainda uma resistência ao planejamento e também ao projeto em alguns varejistas, que acham desnecessário gastar tempo e dinheiro nestas tarefas. O que não percebem é que quanto mais planejarem, mais controle terão sobre o custo, a qualidade e o tempo de execução. Estas três variáveis andam juntas.

Foi-se o tempo em que as obras podiam ser executadas sem projeto e as coisas iam sendo resolvidas à medida que apareciam os problemas. Fazer deste modo custa mais e, com o nível de competitividade atual, não há espaço para erros. Enquanto uma empresa monta sua loja na base do improviso o seu concorrente pode estar planejando uma que atrairá os consumidores que hoje são seus. E o improviso de hoje poderá lhe custar uma fatia do mercado amanhã.

Kátia Bello é arquiteta e sócia-diretora da Opus Design.

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