Depois da compra coletiva, 2011 será o ano do social commerce

redacao 27/04/2011
redacao 27/04/2011

Segundo relatório da consultoria Booz & Company, estima-se que a venda de produtos em redes sociais deve fechar em U$ 5 bilhões em 2011, quase dobrar em 2012 e chegar a U$ 30 bilhões em 2015. O desafio para as empresas será a velocidade em que irão se adaptar a estas mudanças e criar novas oportunidades.

Se 2010 foi o ano da compra coletiva, 2011 será o ano do social commerce. A modalidade, que usa redes sociais para comercialização de produtos e serviços, ainda é tímida no Brasil, mas nos Estados Unidos ganha cada vez mais destaque.

O caminho do social commerce começa pela relação da marca com os clientes e tem seu ápice na compra e na recomendação dela para um grupo de amigos. No Brasil já existem empresas que exibem seus produtos nas redes. Há, inclusive, restaurantes que permitem reservas pelo Facebook. Nos Estados Unidos as iniciativas são mais ousadas.

A Delta Airlines inseriu sua ferramenta de reserva de vôos dentro do perfil da empresa no Facebook, encurtando o caminho de quem deseja comprar passagens. A Dell usa o Twitter para informar vendas especiais da outlet e já conta com mais de um milhão e meio de seguidores de olho em suas ofertas.

Espera-se que o social commerce cresça no Brasil na mesma velocidade da compra coletiva. Em março de 2010 havia apenas um site do tipo no Brasil. Menos de 12 meses depois já são contabilizados mais de mil operando dentro dessa categoria. Como é o caso da Eletrônica Santana, pioneira em e-commerce e que atualmente vende mais de 8 mil itens do segmento na internet.

Pensando em unir elementos típicos de interação das redes sociais ao seu e-commerce, a empresa acaba de lançar a sua loja no Facebook, já com a expectativa de aumentar o seu faturamento em 20% com os novos serviços virtuais. Mesmo sendo um canal de venda direta, permite a interação entre os internautas, tanto na opinião dos produtos, quanto em relação aos comentários e pesquisa.

Um estudo do Sophia Mind revela que 63% dos brasileiros só compram depois de consultar as redes sociais. Embora inicialmente só foram utilizadas para encontrar amigos, atualmente, estes pontos de encontro virtuais são vistos também como uma grande oportunidade de fazer negócios pela internet. Em média, cada usuário possui 130 amigos para compartilhar com cada um suas experiências das mais recentes compras. Sem falar que 73 milhões pessoas têm acesso a internet no Brasil.

 

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