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D’Gaya firmou parcerias que substitui o ambiente de apoio de uma incubadora

redacao 24/07/2013
redacao 24/07/2013

por Cléia Schmitz

Não há dúvida de que as incubadoras de empresas reúnem condições extremamente favoráveis para o desenvolvimento de um negócio, mas esse cenário pode ser parcialmente reproduzido fora desses ambientes. Quem garante é a empresária carioca Cristina Dias, que fundou em julho de 2011 a D’Gaya, indústria de pães integrais, com sede na cidade do Rio de Janeiro. Para garantir o sucesso de seu negócio, ela se cercou de parcerias que dispensam qualquer apresentação: Sebrae, Serviço Nacional de Apoio à Indústria (Senai), Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

“De certa forma, é como se estivéssemos incubados porque estamos sempre trocando ideias com esses parceiros e utilizando tecnologias desenvolvidas por eles”, destaca Cristina. Filha de comerciante e com experiência no mundo do empreendedorismo, a empresária procurou o Sebrae assim que teve a ideia de investir na panificação de produtos integrais. “Fui procurar a instituição porque não tinha sido muito feliz em minha experiência anterior. Disseram-me que eu teria mais chances de dar certo porque não cometeria os mesmos erros. Com a ajuda do Sebrae fiquei 60 dias só desenvolvendo o plano de negócios da D’Gaya”, conta Cristina.

A proposta da empresa é fabricar produtos integrais que sejam ao mesmo tempo saudáveis e saborosos. “Percebemos uma lacuna neste mercado. De um lado, temos os pães industrializados, que usam muita química e poucos ingredientes integrais. De outro, pães integrais que não são macios e desagradam a muitos consumidores”, explica Laurett Castro, que junto a Hugo Meyer e Roberto Romero completa o quadro de sócios da D’Gaya. “Nós conseguimos desenvolver um pão artesanal e macio que usa ingredientes de primeira linha, com valores nutricionais que agregam benefícios à saúde”, completa a empresária.

Além de pães e minipães, a D’Gaya produz muffins, biscoitos, quiches de creme de soja e geleias de frutas 100% naturais, sem adição de açúcar. Para desenvolver seus produtos, a D’Gaya contou com o apoio inicial do Senai e, posteriormente, do Centro de Tecnologia Agroindustrial de Alimentos da Embrapa, cujos laboratórios certificam a validade de tudo o que é fabricado pela marca. São laboratórios que empregam alta tecnologia e investem fortemente em pesquisas, um ambiente impossível de ser replicado por conta própria em pequenos negócios como a D’Gaya, cujo investimento inicial não passou de R$ 25 mil.

Em pouco mais de um ano, a D’Gaya já distribui seus produtos em 100 pontos de venda na capital Rio de Janeiro e em Niterói. Grande parte é de lojas de produtos naturais. Entre seus clientes estão as lojas da rede de franquias Mundo Verde. Laurett conta que a marca já recebeu muitos pedidos para distribuir seus produtos em outros estados, mas a ideia é consolidar a atuação no Rio de Janeiro antes de partir para novos mercados. “Mas é claro que é um sonho expandir o negócio”, admite a empresária. Segundo ela, a meta para 2013 é aumentar o faturamento em pelo menos 30% em relação a 2012.

Para alcançá-la, os sócios da D’Gaya vão contar com uma ferramenta importante, advinda de outra parceria gratuita: um plano de comunicação e marketing desenvolvido pela Empresa Júnior da ESPM. Durante 90 dias, um grupo de estudantes da instituição, coordenado por renomados professores, realizou uma pesquisa completa para a empresa, incluindo estudo de mercado, aplicação da marca, perfil dos clientes e dos concorrentes. “O plano deu mais clareza acerca do negócio e das nossas ações. Por isso dizemos que 2012 foi um ano em que aprendemos muito e que 2013 será a hora de fazermos a lição de casa”, afirma Cristina.

A ideia de bater na porta da ESPM foi da empresária. Com os sócios, Cristina sentia necessidade de conhecer o perfil de seus clientes e, principalmente, de ter um retorno sobre os produtos, se estavam realmente agradando e quais eram as expectativas dos consumidores. Sem condições de arcar com os custos de um serviço especializado, a D’Gaya foi buscar ajuda de novo. “Queríamos saber como nos comunicar diretamente com os clientes, já que somos uma indústria e temos as lojas como intermediárias”, explica Laurett. “Se tínhamos alguma dúvida da aceitação do produto, agora não temos mais.”

Em sua curta trajetória, a D’Gaya deixa uma lição para outros empreendedores: nunca se isole, procure parceiros, crie sua própria incubadora.

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