Edital de Comércio Justo atrai instituições de todo o País

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Quase 300 instituições brasileiras concorreram ao apoio oferecido pelo Sebrae a projetos de Comércio Justo e Solidário. O Edital 04/2008 recebeu 295 propostas diretas de todo o País. Dessas, 79 foram selecionadas.

Para a coordenadora nacional de Comércio Justo e Solidário do Sebrae, Louise Machado, os números demonstram não só o interesse de instituições nesse mercado como o potencial de oportunidades de negócios e trabalho que ele representa. "Essa participação também é um indicativo de que o Brasil possui um grande número de instituições aptas a atuar com os princípios de Comércio Justo e Solidário", destaca. Ela informa que todos os estados do Brasil participaram do edital.

A Região Nordeste lidera o número de projetos aprovados (43), com Bahia e Ceará no topo da lista, cada um com 12 instituições selecionadas. Em seguida vem a Região Sudeste com 13 projetos, o Sul com nove, o Centro-Oeste com oito e o Norte com seis. A lista completa das instituições selecionadas está disponível no portal do Sebrae (www.sebrae.com.br).

Entre elas estão associações, cooperativas e fundações que reúnem micro e pequenas empresas ou grupos de produtores rurais e urbanos. Elas passaram por um processo de seleção que, entre outros critérios, levou em conta o modelo de gestão do projeto apresentado, a relevância estratégica do projeto para o desenvolvimento social, ambiental e econômico do território onde estão inseridas e o objetivo do projeto, com foco em Comércio Justo.

Para receber o apoio previsto no edital, as instituições selecionadas deverão procurar a unidade do Sebrae de seu estado. Nessa ocasião será celebrado um convênio de cooperação técnica e financeira entre o Sebrae local e a entidade, que receberá orientação e recursos capazes de ampliar a competitividade e a sustentabilidade dos pequenos negócios envolvidos.

Comércio Justo

Baseado em diálogo, transparência e respeito, o Comércio Justo e Solidário é um movimento crescente em todo o mundo. As instituições e empresas que atuam com esse conceito estão comprometidas com os direitos e a dignidade dos trabalhadores e da comunidade onde estão localizadas, respeitam o meio ambiente e praticam um preço justo na venda dos produtos, o que é bom para o produtor e também para o consumidor.

O Sebrae tem trabalhado, em várias frentes, para que esse modelo de comércio se fortaleça no Brasil. Umas das ações em curso é a divulgação do conceito durante o circuito da Feira do Empreendedor 2008. No evento, realizado este ano em 12 cidades brasileiras, são promovidas palestras tanto para empresários quanto para consumidores e ainda montados showrooms com produtos feitos dentro dos princípios do Comércio Justo e Solidário por empresas da região onde a feira é realizada. "É uma forma de disseminar o conceito e sensibilizar o consumidor, que tem papel fundamental para fazer o Comércio Justo e Solidário acontecer", diz Louise Machado.

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