Em 2014, nova classe média será formada por 114 milhões de brasileiros

redacao 09/08/2011
redacao 09/08/2011

A previsão para daqui três anos é que a nova classe média seja formada por 114 milhões de brasileiros, 10 milhões a mais do que os 104 milhões registrados em 2011. Os dados fazem parte de um estudo feito pelo Data Popular e divulgado na última segunda-feira (8).

Para se ter uma ideia da mudança na pirâmide populacional do Brasil, em 2004, a classe C representava apenas 42,4% dos habitantes do País. Neste ano, passou para uma representatividade de 53,9% e, para 2014, a projeção é de 58,3%.

Maior crescimento no Nordeste

De acordo com o levantamento, três de cada dez pessoas que entram na nova classe média são nordestinos. Nessa região, é registrado o maior crescimento desse estrato social, com 50% de incremento. Em seguida, vêm a região Norte, com 35% de crescimento, o Centro-Oeste, com 29%, o Sudeste, com 21%, e, por último, o Sul, com 16%.

Em compensação, quando medida a contribuição de cada região para o crescimento da classe média, há algumas inversões: primeiro, vem o Sudeste (41%) e, depois, aparecem Nordeste (30%), Sul (12%) e Centro-Oeste e Nordeste, com 8% cada.

Outro destaque é a quantidade de pessoas da classe C que residem em áreas urbanas não metropolitanas. Embora nesses espaços o estrato cresça apenas 28,3% (menos do que na área rural, 36,4%, e mais do que na metropolitana, 19,7%), eles representam 61,3% do total. Em seguida, a maior representatividade é da área metropolitana (25,9%) e da rural (12,7%).

Mais otimismo!

Ainda segundo o Data Popular, a nova classe média está mais otimista em sete anos. Isso porque o nível de otimismo alcançou 80% dessa população neste ano, contra 65% registrados em 2002. Os integrantes desse segmento no Nordeste e Norte do País demonstram maior otimismo, com 89% e 88%, respectivamente.

Já a nova classe média do Sul (75%) e Sudeste (76%) tem um grau inferior à média nacional, enquanto que o Centro-Oeste ficou com 82%.

Abaixo apresentamos o percentual de otimistas em relação aos investimentos em si próprio e também à disposição para compras de alto e médio valor:

79,9% realizarão algum curso nos próximos 12 meses
68,5% vão comprar ou trocar o celular nos próximos 12 meses
65,3% abrirão o próprio negócio
59,3% prestarão concurso público nos próximos 24 meses
58% comprarão um notebook nos próximos 12 meses
57,4% reformarão o imóvel
46,9% viajarão de avião nos próximos 12 meses
43,7% comprarão um carro nos próximos 12 meses

Sobre a pesquisa

Os dados foram levantados a partir de três frentes: uma pesquisa on-line com 16 mil pessoas, ouvidas em 26 estados e 251 cidades, no segundo trimestre de 2011, outra pesquisa nacional presencial com 5.003 brasileiros em 44 municípios, no primeiro trimestre de 2011, e uma análise do histórico de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios) e da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Cada classe social foi dividida a partir da renda domiciliar per capital mensal, ou seja, a soma de todos os rendimentos da família dividida pelo número de integrantes. Assim, a classe A tem renda domiciliar média de R$ 14.203, a classe B, de R$ 6.070, a classe C, de R$ 2.295, a classe D, de R$ 940, e a classe E, de R$ 273.
 

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