Empreendedor cria rádio com músicas adequadas para cada espaço comercial

Além de música, Hèlio Brito conta que a Rádio Indoor do estabelecimento faz propaganda de produtos e serviços vendidos ali

Redação 21/11/2017
Redação 21/11/2017

A tarefa de comprar um simples presente para o bebê de um amigo virou uma árdua experiência para o administrador de empresas Hélio Brito, mas também um “clique” para uma ideia de negócio. Foram poucos os minutos do empresário em uma loja que vendia artigos para decoração infantil.

O motivo foi a péssima escolha musical dos responsáveis pelo local, que despertou o empreendedor. “O som ambiente estava ligado em uma rádio e tocavam músicas pesadas, heavy metal mesmo. Acho que os vendedores nem se atentaram ao fato, mas esse tipo de situação fez com que eu saísse dali correndo, era uma loja de artigos para bebês!”, brinca Hélio, que viu na situação uma oportunidade para empreender. “A ideia de criar rádios personalizadas, com músicas coerentes para cada marca, aliada aos anúncios da própria loja atingia em cheio o varejo”, lembra Brito Jr.

Dono de uma agência de eventos, ele aproveitou o contato dos próprios clientes para oferecer o novo tipo de serviço. A ideia de criar rádios personalizadas, com músicas coerentes para cada tipo de consumidor e situação, aliada aos anúncios da própria loja atingiu em cheio clientes de grande porte como a Arezzo e o Boticário, por exemplo”, lembra Brito.

Segundo ele, lojas que adaptam seu sistema de rádio ao modelo proposto pela empresa conseguem resultados significativos. “O tempo de permanência do cliente dentro do estabelecimento chega a aumentar Perfil 30%. A fidelização também é algo que explica a adesão ao music branding. O consumidor automaticamente relaciona o local ao bom gosto musical”, diz o empresário.

Pouco a pouco, o projeto de sua empresa, a DMC Media cresceu. Arezzo, Fórum, Hope e Nespresso foram alguns dos clientes. “O divisor de águas foi outra experiência interessante. Em uma loja de roupas, dois vendedores discutiam abertamente sobre o som a ser tocado no local. Um queria pagode, o outro punk rock. Para mim ficou claro que aquela demanda atingia praticamente todo tipo de negócio que possuía uma simples caixa de som”, analisa.

Fundada em novembro de 2016, em São Paulo, a empresa conta com 10 colaboradores e está buscando expansão via franquias. “O serviço em si é inovador e buscamos por meio da música deixar o consumidor mais à vontade e com isso gerar maiores oportunidades de venda”, diz. “Temos o objetivo de democratizar o serviço até então restrito apenas para grandes marcas”, completa.

Comentar

Os itens com asterisco (*) são obrigatórios. Seu e-mail não será publicado.