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Empresa usa mecânica de jogos para alcançar meta corporativa

Redação 15/12/2016
Redação 15/12/2016

A consultoria Empresa Júnior PUC-Rio desenvolveu uma metodologia alinhada com o conceito de gamificação – competição que usa mecânica de jogos – para criar uma ação interna com o objetivo de engajar uma equipe de profissionais em torno de uma meta comum. Testada no próprio escritório, a estratégia teve retorno acima do esperado, o que permitiu a estruturação de um novo serviço.

No projeto de Gamificação realizado na própria Empresa Júnior, a meta era ampliar a prospecção de clientes. As seis áreas de negócios da empresa – Marketing, Finanças, Arquitetura, Audiovisual, Processos e Design – receberam a identidade de algumas casas da série de televisão Game of Thrones. A cada semana, duas “casas” competiam entre si com o objetivo de agendar reuniões de diagnóstico com potenciais clientes interessados em algum dos serviços da consultoria.

Todos os dias, durante uma hora, as equipes das duas “casas” que estavam competindo naquela semana paravam todo o seu trabalho para contatar novos clientes. Ao término dos cinco dias, calculava-se quantas reuniões de diagnóstico foram agendadas por cada equipe – a que conseguisse marcar mais encontros ganhava a rodada. “Ao final da ação, fizemos mais de 20 reuniões com potenciais clientes, um número muito maior que a média mensal. O resultado foi um sucesso: nos meses seguintes, fechamos dois projetos a partir destas reuniões”, afirma Mariana Lemos, presidente da Empresa Júnior PUC-Rio.

A Gamificação pode ser realizada em empresas de todos os tamanhos e segmentos, pois é um projeto motivacional totalmente customizado e de curto prazo. A duração é de até dois meses, pois cada projeto exige um grande empenho dos funcionários em torno de um único objetivo. “Toda a estratégia é elaborada de acordo com a meta do cliente – que pode ser a redução de custos, o aumento de vendas ou a realização de um projeto interno, por exemplo – e o perfil da equipe. Se os funcionários são jovens e conectados, a ação precisa ser dinâmica. Já se a equipe é formada por profissionais mais experientes, a estratégia deve envolver elementos do cotidiano deles”, explica a presidente da Empresa Júnior.

Game no programa trainee

Outro exemplo de aplicação do conceito é uma das partes do programa trainee da Empresa Júnior. Ao ingressar na empresa, cada estudante passa por três meses de treinamento, em que, entre outras tarefas, precisam aprender a diagnosticar o problema de potenciais clientes para oferecer uma solução adequada. O primeiro passo é o trainee acompanhar um sócio da Empresa Júnior em reuniões de prospecção, para que ele possa perceber como é feita a abordagem, quais perguntas são importantes, a postura ideal, entre outros detalhes. Depois, são organizadas simulações, em que dois membros assumem o papel de cliente e expõe seu problema para o trainee, que deve identificar as oportunidades de negócios e sugerir serviços pertinentes.

“Em forma de game, a tarefa fica muito mais envolvente. Começamos a implementar este modelo há seis meses e já o consideramos um sucesso. Os trainees que passaram por esta capacitação conseguiram entender melhor e mais rapidamente os serviços que oferecemos, além de se sentirem mais preparados para fazer reuniões com os clientes, identificando os problemas que podemos solucionar”, diz Mariana Lemos.

 

 

 

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