Empresárias bem-sucedidas mostram que o empreendedorismo pode mudar vidas

Confira dois exemplos de mulheres que investiram no franchising para recomeçar a vida profissional, opção que lhes permitiu conciliar interesses pessoais

Redação 02/03/2018
empresária Aletéia Gonçalves Hansen
Redação 02/03/2018

Há muito tempo foi deixado para trás o estigma de que a mulher era conhecida como o sexo frágil. Muitas delas são responsáveis por trazer o sustento para casa. Com o cenário mudando, hoje é possível observar mulheres administrando negócios importantes no mercado, inclusive se tornando donas do próprio negócio.

Um levantamento da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) aponta que 7,9 milhões das mulheres são empreendedoras no Brasil. Infelizmente, esse número ainda é bem menor se comparado com o público masculino que soma 57,3% dos negócios comandados por homens. As mulheres representam 51,5% entre os empreendedores iniciais, segundo a pesquisa.

Conheça a história de empreendedoras que são independentes e lutam para conquistar o mercado onde atuam, sendo motivo de orgulho para as redes franqueadoras.

De cliente à empreendedora

Quem nunca sonhou em ter mais liberdade e alcançar a tão sonhada independência financeira? Cristianne Mendes Gonçalves, 42 anos, enxergou essa oportunidade quando era cliente do salão de beleza SUAV, rede de beleza especializada em cuidados femininos.

Ela atuou por 17 anos como relações públicas de multinacionais do segmento de mineração, iniciando no estado do Pará, onde nasceu, além de morar nos estados do Maranhão, Mato Grosso do Sul e por último em Minas Gerais, sendo esse último o lugar onde optou ficar por já ter raízes familiares.

“Em 2013, a mineradora na qual eu trabalhava passou por crises do mercado e por meio de conversas com amigas, iniciei o interesse em conhecer melhor os negócios da área de beleza e estética, sempre muito bem colocados em pesquisas de negócios para quem quer ser um empreendedor. Em pouco tempo, criei algumas parcerias no segmento, sempre atuando como gestora. E a cada novo projeto, ampliava meu conhecimento sobre o universo da beleza. Em resumo, associei esta nova oportunidade de trabalho à experiência profissional que construí ao longo da vida”, conta Cristianne que abriu uma unidade SUAV em sociedade com a irmã após ver o anúncio da franquia e começar a avaliar a possibilidade de serem franqueadas. A decisão em investir veio após algumas reuniões com a empresa.

Para ela, a vida de empresária tem se revelado a cada dia como uma das melhores experiências profissionais e pessoais da sua vida. “Estou engajada em um projeto que acredito poder me trazer, em médio prazo, excelente retorno financeiro, além da oportunidade de atuar com práticas de vendas, relacionamento com clientes e público interno”, revela a empreendedora que inaugurou a franquia em dezembro do ano passado em um dos bairros mais prestigiados de Belo Horizonte (MG) – Savassi.

Em tão pouco tempo de atuação no mercado, a unidade que administra já ultrapassou a meta de captação de clientes para início de operação e estima chegar em 1.300 atendimentos ainda neste mês de março. Outro fator positivo é que a empresária vem faturando cerca de 50% a mais do que era esperado neste início do negócio, e revela que a intenção é mais que dobrar os resultados em um ano de funcionamento da unidade.

Dona de um sorriso largo, Cristianne esbanja simpatia e felicidade pelo negócio escolhido. E não é à toa. O segmento de beleza e estética desponta como um dos mais promissores no franchising. Outra vantagem que a franqueada tem a seu favor é que Belo Horizonte é muito conhecida pela beleza das mulheres mineiras. E elas, naturalmente, cuidam para manter esse título tão natural. “O mercado mineiro está cada vez mais exigente por serviços de qualidade, com técnicas bem aplicadas, bons preços, agilidade em atendimentos e que tenham a cara da modernidade. Levar ao cliente opções de serviços de depilação, design de sobrancelha e esmalteria, seguindo esses princípios é o diferencial proposto pela SUAV”, salienta.

A empreendedora conta que não tem filhos, porém se revela uma admiradora e apaixonada pelos sobrinhos e afilhado, na qual tenta participar ao máximo de suas vidas. “Sou bem engajada na minha rotina de trabalho, nos assuntos da família e nas amizades, sem esquecer principalmente da saúde. Acordo cedo, abro e fecho a loja todos os dias, acompanho tudo de perto. Nos pequenos intervalos da semana, faço ginástica, visito meus pais, encontro amigos para um happy hour, paquero, tento uma boa noite de sono. Acredito que para o negócio ter sucesso é necessário gostar daquilo que faz todos os dias”, afirma Cristianne.

Mães empreendedoras: uma saída para as dificuldades no mercado de trabalho

Ser mulher no mercado de trabalho tem lá suas frustações. Muitas sonham em um dia ser mãe, fato que – em pleno século 21 – leva variadas corporações a evitar contratações do gênero feminino. Isso porque ao decidir pela maternidade, toda mulher tem direito por lei a quatro meses de licença. Ou seja, 120 dias afastada do serviço após o nascimento. Além disso, visitas inesperadas – ou não – aos médicos, podem ocorrer no período. Fazendo com que muitos visualizem essa junção de fatores como um prejuízo, mais claramente, como horas “perdidas” de trabalho.

Ao ingressarem novamente ao mercado, poucas encontram oportunidade. E os motivos vão além dos citados acima. Por isso, muitas mães encontram no empreendedorismo uma alternativa de recolocação, como é o caso da empresária Aletéia Gonçalves Hansen, de 43 anos.

Representante comercial, Aletéia parou de trabalhar quando engravidou em 2012. Depois de anos, ela tentou voltar ao mercado de trabalho, mas foi com o negócio próprio que de fato teve êxito. Em 2015 se tornou empreendedora por meio da rede de franquias Acqio – marca especializada em pagamentos eletrônicos via POS. Fato que veio a calhar com sua situação, já que a franquia lhe possibilitou ter flexibilidade de horários. “O que se torna muito bacana quando se é mãe”, completa.

“Acordo cedo, tomo café, levo meu filho à escola. Às 7h30 já estou online! Não tenho horário fixo de almoço (dependo da demanda), e o dia termina quando as demandas se findam entre 19h30 e 20h. Nosso diferencial é o atendimento, então mesmo após o fim do horário comercial estamos em stand-by, seja para franqueados ou clientes, e isso inclui feriados e finais de semana”, conta a empresária.

Mesmo sendo mãe, Aletéia é dedicada e comprometida com seu trabalho. Seus compromissos como dona do lar não interferem em seus resultados, que são ótimos. A franqueada conquista ao fim do mês um faturamento mensal de quase R$10 mil. Isso porque além de ir a campo em busca de clientes, e atendendo a demanda dos que já possui, por atuar como FDA (sigla para o termo masterfranqueada) é ela quem orienta e comanda todos os franqueados da Acqio em sua região.

Focada, não? Pois é. Mães podem ser tão ou mais focadas quanto pessoas que não têm filhos. Um estudo, inclusive, comprova essa realidade. O banco dos EUA: Federal Reserve Bank of St Louis analisou cerca de 10 mil mulheres por um período de 30 anos e também comparou dados considerando a quantidade de filhos que cada uma delas tinha. Mães de pelo menos dois filhos foram consideradas as mais produtivas.

“Vejo que não há resistência por parte dos franqueados homens, por receber ordens e orientações de uma superior mulher. Pelo contrário, todos me tratam com cordialidade. Quando algo não está bem ou precisamos resolver pendências, discutimos e alinhamos sem ‘mimimi’. Tenho tratado cada franqueado individualmente e orientado cada um a entender e a se portar como empreendedor. Estou aqui para apoiar, somos um time”, disse.

Apesar da aceitação por conta dos colegas, ela conta que visualiza o “pré-conceito” do mercado. Mas acredita que independente do sexo, a valorização deve-se dar pelo potencial existente em cada um. “As mulheres são batalhadoras e estão sempre querendo mostrar o valor próprio. Eu, por exemplo, tenho tentado melhorar meus resultados e crescer diariamente. O lado mulher? Me sinto realizada! Gosto do que faço. Por muito tempo a perspectiva da segunda-feira era horrível, hoje não é mais. É bom chegar ao final do dia com a sensação de realização pessoal e profissional. A família toda se beneficia desse sentimento”, finaliza.

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