Empresário carioca cria serviço para identificar fraudes

redacao 27/04/2011
redacao 27/04/2011

Luis Alberto Wanderley desenvolveu o ISTP Document Protector, hoje com patente no Brasil, EUA e em 27 países da Europa

O empresário carioca Luis Alberto Wanderley resolveu usar sua experiência em administração de empresas do ramo de telecomunicações para criar um serviço capaz de detectar alterações em documentos, desde uma marca d’água até uma vírgula fora do lugar. Com um apoio de aproximadamente R$ 400 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), por meio do edital Pappe Subvenção de 2006, ele desenvolveu o ISTP Document Protector, hoje com patente no Brasil, EUA e em 27 países da Europa.

O produto funciona da seguinte forma: ao criar um documento oficial, a empresa codifica e criptografa as informações no rodapé da própria página, por meio de um software combinado com scanner. Durante as negociações, o usuário pode checar se houve algum tipo de fraude, graças a uma lente especial que permite verificar dados sobre a origem do documento, como instituição, usuário certificado, hora universal e outras numerações identificadoras, que desaparecem no caso de cópia.

“A verificação humana pode falhar, porque quem lê o mesmo documento inúmeras vezes acaba não percebendo erros pequenos e as instituições não têm como colocar um perito em cada ambiente de trabalho", explica Wanderley, lembrando ainda que, quando um documento é levado para análise, atrasa toda a negociação, porque o exame manual leva mais tempo.

O conceito do produto foi criado em 1999, quando Wanderley abriu sua empresa, a International Security & Telecommunications Provider (ISTP), mas faltava o dinheiro para investir no desenvolvimento. Já no começo, enfrentou a descrença do mercado. “Ninguém achava que eu conseguiria. Técnicos nacionais e internacionais diziam que era impossível um serviço como este, que não funcionaria”, relembra.

Hoje, a ISTP funciona no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e conta com oito funcionários. Eles são responsáveis por desenvolver e administrar o serviço, que utiliza até inteligência artificial. O recurso da Finep foi essencial para alavancar a empresa. “É uma iniciativa extraordinária da Finep esse estímulo aos novos empreendedores”, opina.

Porém, o ISTP Document Protector está enfrentando o preconceito comum relacionado a serviços e produtos inovadores. “As pessoas têm medo de serem as primeiras a usar, mesmo já tendo visto sua utilização e aprovado”, explica o empreendedor. O produto está sendo apresentado a empresas e ministérios. “As pessoas vão se dar conta da necessidade de um serviço como este, pois não imaginam o quanto é fácil mudar direitos e deveres em um documento, somente com uma vírgula fora do lugar”, opina Wanderley.

 

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