Empresas buscam funcionários ‘inovadores’

redacao 27/01/2011
redacao 27/01/2011

Pesquisa da americana GE mostra que fator número um para a inovação é a contratação de pessoas criativas

Uma pesquisa mundial com mil executivos feita pela gigante americana GE mostrou que, na hora de inovar, as pessoas são o principal bem de uma empresa. Tanto na média dos 12 países incluídos na pesquisa quanto entre os brasileiros, o principal fator apontado para garantir a constante inovação em processos e produtos foi a contratação de funcionários que não tenham medo de apresentar ideias novas.

No Brasil, as respostas evidenciaram também que o mercado é especialmente carente de ideias inovadoras. Dos cem executivos brasileiros ouvidos pela GE, 89% responderam que existe um "apetite" social pela inovação; na amostra geral, que inclui vários países desenvolvidos, o porcentual cai para 77%.

Para Beth Comstock, principal executiva de marketing da GE, a pesquisa sobre inovação tem a função de validar o direcionamento da empresa em diferentes mercados. No caso do Brasil, diz ela, o levantamento deixou claro o otimismo da classe empresarial sobre o futuro econômico do País e também o importante papel que a inovação terá nessa expansão. "Os executivos estão cientes de que as pessoas criativas são necessárias. É o que fazemos na GE: buscamos pessoas de diferentes estilos e pontos de vista sobre a vida."

Segundo a executiva, a pesquisa em 12 países, que pela primeira vez incluiu mercados emergentes – antes, era feita só na Europa –, serviu para mostrar que, cada vez mais, as soluções inovadoras terão caráter local. "As soluções terão de ser multilaterais, não existe uma forma que sirva a todos os mercados. Nesse novo formato, as empresas terão de estar preparadas para um novo tipo de interação – e até estar preparadas para colaborar com seus principais concorrentes."

Nas empresas com perfil inovador, a busca por profissionais inovadores é só o primeiro passo para a criação de novos processos e produtos. Para o diretor de comunicação do Google Brasil, Felix Ximenes, é preciso também criar o ambiente para a criatividade aflorar.

Liberdade

No caso do Google, diz ele, isso se traduz em horários flexíveis e no respeito às características individuais: "Aqui, as pessoas podem trabalhar em casa, em uma sala sozinhas ou em um grupo. Cada um pode criar de seu jeito".

De acordo com o executivo, é possível encontrar o candidato com as características certas em processos seletivos. "Não buscamos gênios, mas sim pessoas com capacidade criativa, inquietude e que se interessem por coisas novas. E temos técnicas e estímulos para detectar isso durante a entrevista", diz Ximenes.

O grupo mineiro Algar, que atua nas áreas de telecomunicações, serviços, turismo e agronegócio, incentiva a inovação por meio de programas destinados a processos produtivos e ideias de negócios. Desde 2001, a empresa investiu R$ 37 milhões nas iniciativas de inovação. Segundo o vice-presidente de talentos humanos da companhia, Cícero Domingos Penha, a arrecadação com mais de mil sugestões apresentadas no período foi bem maior: R$ 254 milhões.

O executivo diz que a meta para 2011 é "turbinar" o programa, incentivando a apresentação do pacote completo. "Além de conceber a ideia, queremos que os funcionários se responsabilizem pela operação do projeto".

 

 

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