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Empresas do varejo perdem até 30% do faturamento com furtos

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

As perdas com furtos internos e externos aumentam a cada dia, conforme indica pesquisa do NEO (Núcleo de Etiquetagem na Origem). Supermercadistas, por exemplo, relatam prejuízos de até 30% do faturamento obtido. Entre os itens mais furtados, destacam-se os chicletes (30%), preservativos, loções bronzeadoras e protetores em geral (15%), maquiagem e colas (11%) e uísque e sabonetes líquidos (10%).

Segundo a última avaliação de perdas no varejo brasileiro, realizada pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados), o Provar, a Canal Varejo e a Nielsen, o índice de perdas aumentou 0,12 ponto percentual, na comparação com o ano anterior da pesquisa, que data de 2005. Já os investimentos em prevenção de roubos apresentaram expansão de apenas 2%.

"Os varejistas estão começando a se conscientizar de que qualquer perda reflete no faturamento e a preocupação em minimizar essa situação tende a aumentar os investimentos a médio prazo", enfatiza a diretora executiva do NEO, Thais Papin.

Prática para evitar perdas
Uma das maneiras de se evitar o extravio da mercadoria é o uso de etiquetagem na origem, que leva a uma redução imediata de 20% nos custos operacionais e a um aumento de até 30% nas vendas de mercadorias de alto giro e valor.

"Essa técnica consiste na aplicação de etiquetas antifurto nos produtos, durante o seu processo de fabricação ou embalamento, sendo a mais eficaz para proteção dos produtos. Além disso, ela possibilita aumentar os lucros, porque mesmo os produtos mais caros podem ser expostos em locais de maior visibilidade, já que estão protegidos com etiquetas", explica.

Entre as empresas que adotaram o método, estão a Taiff, a Zara e a Twentieth Century Fox. A primeira apostou na etiquetagem, porque queria mais visibilidade a seus equipamentos, voltados para cabeleireiros, nos pontos-de-venda. Por sua vez, a Zara tinha por objetivos reduzir as perdas por furtos e roubos, aumentar a eficiência da cadeia de abastecimento têxtil e reduzir custos.

Já a Twentieth Century Fox foi a primeira distribuidora de filmes no Brasil a adotar a prática da etiquetagem na origem. O intuito era proteger DVDs em boxe contra furtos no varejo, impedindo pessoas mal intencionadas a identificar qual o item que estava protegido, inibindo o roubo.

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