Entidades de patrões e empregados criticam decisão do Copom

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros, Selic, em 11,25% ao ano, foi criticada por entidades de classe.

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) afirmaram que o posicionamento do Copom é “conservador” e “monótono”. Para as duas entidades, não há motivos para que a taxa básica de juros não seja reduzida.

“Não encontramos razões plausíveis para que o governo perca a oportunidade de baixar a Selic e combater a sua conseqüente danosa sobrevalorização do real, que tira a competitividade do produto nacional nos mercados globalizados”, afirmaram.

Com a atual taxa, segundo a Fiesp/Ciesp, o Brasil é o país com a maior taxa básica de juros do mundo. “Acabamos de passar a Turquia, tornando-nos os primeiros nesse injusto ranking mundial”.

A Força Sindical considerou a decisão “danosa aos interesses do trabalhador"."Os membros do Copom estão impondo um sacrifício e punindo quem produz, gera renda e emprego no país”, afirmou a central sindical.

“Não há justificativa plausível para manter a taxa neste patamar, que se torna proibitivo para os investimentos no setor produtivo e inibe a criação de novos postos de trabalho”, critica a entidade de trabalhadores.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também criticou a “obsessão” do Copom “pelos juros reais mais altos do mundo”.

“O Copom não só deveria baixar a Selic como, cumprindo sua função constitucional, também estipular metas de queda para os juros do mercado, injustos para trabalhadores e consumidores e tão gentis com o sistema financeiro”, afirmou a CUT.

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