Especialista avalia que Brasil está atrasado em intercâmbio de franquias

redacao 05/02/2014
redacao 05/02/2014

Embora estejamos sentindo com mais força a entrada de marcas estrangeiras no Brasil nos últimos anos, para Paulo Cesar Mauro, presidente da Global Franchise e um dos precursores a atuar com internacionalização de franquias – já auxiliou na implantação de mais de 50 redes globais em solo nacional e levou outras brasileiras para o exterior –, se comparado a países mais desenvolvidos, devido à política de impostos, estamos muito fechados para a chegada de empresas de fora e ainda mais tímidos no quesito exportação. “Não fossem as barreiras impostas pelo nosso Governo, haveria uma invasão de novas marcas, até porque temos a cultura de consumir praticamente tudo que vem de fora”, diz.

Segundo ele, marcas de franquias estrangeiras no Brasil representam menos de 5% do cenário de franchising atual, enquanto redes globais geralmente figuram com cerca de 20% do mercado em países como os EUA, por exemplo. Embora Mauro acredite que a situação tenda a mudar, ele explica alguns possíveis fatores para o que ocorre. “O Brasil é um país que impõe muitas restrições às importações, inibindo a entrada de franquias na área de varejo, ou daquelas que dependam de importações de equipamentos ou insumos de forma significativa. Além disso, o mercado nacional é bem desenvolvido, com muitas redes nacionais de sucesso, também intimidando a entrada dos conceitos estrangeiros, a não ser que a marca seja muito forte ou o conceito seja inovador”, analisa. Para o consultor, os setores de alimentação e serviços são os que têm mais facilidade de entrada em um país, pois, normalmente, não dependem da importação de produtos e até mesmo de equipamentos.

Caminho inverso

Em outros países, várias redes já nascem pensando grande, almejando atravessar fronteiras, especialmente quando o negócio é um conceito inédito ou apresenta um diferencial para o mercado. “O empreendedor brasileiro está começando a pensar da mesma forma, até porque vemos cases que comprovam a viabilidade de exportar uma marca já consolidada por aqui, como aconteceu com as redes Giraffas, Carmen Steffens, O Boticário, Havaianas, entre outras”, lembra. Para exportar uma marca como essas que caíram no gosto dos “gringos”, é trabalhoso, mas pode ser muito vantajoso. É necessário que haja experiência comprovada tanto da rede quanto de quem auxilia – no caso a consultoria – para que não ocorram gargalos. “Há muitas diferenças quando se instala uma franquia no exterior, desde a operação aos modos de consumo, impostos etc.”, destaca Paulo Cesar Mauro.

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