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Estagnação da produção e alta do desemprego na Europa

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

A cada divulgação de novos dados mensais, as economias européias se aproximam mais da possibilidade de uma recessão. Dentro desse cenário, as informações que chegam do Reino Unido nesta quarta-feira (13) preocupam o mercado: em julho, o desemprego da região apresentou a maior elevação desde 1992.

Conforme apontado pelo Gabinete Nacional de Estatística, os pedidos de auxílio desemprego aumentaram 20,1 mil em relação a junho, ficando em 864,7 mil no mês passado. O acréscimo também ficou acima das previsões dos analistas, com mediana em 17 mil.

Esta é a sexta alta consecutiva do indicador, sendo que o crescimento dos pedidos de auxílio desemprego de junho foi revisado para cima, de 15,5 mil para 20 mil. A taxa de desemprego da região subiu de 2,6% para 2,7% em julho. Acompanhando esse panorama, a renda na região apresentou o menor crescimento em cinco anos no segundo trimestre.

Corte nas previsões
Com todos os sinais apontando um aprofundamento da desaceleração da expansão, o BoE (Bank of England) cortou as estimativas de crescimento econômico do Reino Unido. A queda da libra e dos retornos dos títulos do Tesouro britânico indicam que há espaço para novos cortes no juro básico da região.

De acordo com o presidente do banco, Mervyn King, caso a taxa seja mantida no patamar atual, de 5% ao ano, a inflação deve ficar abaixo da meta de 2% dentro de dois anos.

No contexto da crise atual, o Banco Central britânico deve analisar duas variantes: o crescimento do risco inflacionário e a desaceleração da economia.

Produção cai
No continente, a situação não é muito diferente e os dados divulgados nesta sessão não apontam melhora. Depois de apresentar a maior queda em 16 anos em maio, a produção industrial européia estagnou em junho, de acordo com dados do Gabinete de Estatísticas da União Européia.

A produção industrial nas 15 nações que têm como moeda o euro não apresentou grandes variações em relação a maio, com performance inferior à média das estimativas, que apontava para crescimento de 0,1%. Na comparação com junho de 2007, o indicador caiu 0,5%, o maior declínio desde setembro de 2003.

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