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Estudo antropométrico define medidas para roupas brasileiras levando em conta o tipo físico

redacao 15/03/2012
redacao 15/03/2012

Pesquisa levará em conta o tipo físico nas várias regiões do país

A partir do segundo semestre deste ano, o Senai/Cetiqt (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil) realizará um estudo antropométrico – definição de medidas anatômicas -, para determinar um padrão médio de medidas do brasileiro, por região. A pesquisa começa pelo Rio de Janeiro, estendendo-se depois ao Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Os dados serão captados aleatoriamente, tomando-se as medidas de homens e mulheres a partir dos 18 anos, em grandes centros de movimentação, como shoppings.

“Ao final, teremos uma tabela com definições por região”, explicou a consultora em modelagem do Senai/Cetiqt, Patrícia Martins Dinis, durante um curso em Natal, dentro das ações do projeto Natal Pensando Moda, idealizado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, em parceria com o Sistema Fiern/Senai. O projeto visa dar mais competitividade ao setor de confecções do estado.

Padronização de medidas na indústria da moda é algo difícil de acontecer no Brasil, em função das diferenças regionais de tipos físicos. A tentativa de se estabelecer tabelas deve ser pautada nos padrões das cinco regiões do país. Por isso, a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest) anunciou que deverá realizar o Censo Antropométrico Brasileiro, que, em dois anos, analisará pelo menos 45 medidas – da cabeça aos pés -, de 12 mil brasileiros, sendo 3.586 nordestinos. O sudeste contribuirá com 5.434.

A ABNT iniciou um estudo em 2009 para unificar as tabelas de medidas infantis e, em março, deverá começar a masculina, que contempla três biótipos diferentes de homem. Já os estudos para a tabela feminina só devem começar em junho. Tudo isso como forma de referência, nunca de padronização.

A professora lembrou que, a partir de março, passa a valer uma nova regra para etiquetas de roupas. As empresas terão dois anos para adaptar as informações, que deverão ser mais precisas, com indicações de medidas de circunferência, por exemplo.

”É muito complicado se pensar numa padronização quando o tamanho 38 no Nordeste é completamente diferente do mesmo no Sul. As empresas criam suas próprias medidas. Essa nova regra pelo menos indica as medidas exatas da roupa, o que facilita na escolha por parte do consumidor”, diz Patrícia Dinis.

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