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Gastos anuais de jovens entre 20 e 30 anos atingem R$ 32 bilhões

redacao 11/11/2010
redacao 11/11/2010

O resultado é da pesquisa TRU Study, da consultoria TNS Research International, que entrevistou 1.500 jovens brasileiros nascidos entre 1980 e 1990 – a chamada Geração Y. No País, o grupo representa 14% da população, com 32 milhões de pessoas.

A pesquisa apontou que 43% deles pertencem à classe C, sendo que seus principais gastos são com roupas e acessórios, higiene e beleza e só depois com lazer. Por semana, os consumidores Y gastam cerca de R$ 49. A região Sudeste tem o maior tíquete médio, R$ 54 semanais. No Nordeste, o valor cai para R$ 31. No entanto, em 76% dos casos, o dinheiro ainda vem dos pais, contra 16% dos que já trabalham.

Produtos de tecnologia são alvo dessa geração, 81% dos entrevistados possuem aparelho celular e 43% computador. O Orkut ainda é o mais acessado, com 72%. No entanto, a pesquisa observou um forte crescimento do Facebook.

Os ainda mais jovens
O público formado por pessoas que nasceram entre 1990 e 2000 – 10 a 20 anos, chamados de geração Z – já apresenta diferenciais importantes em relação ao perfil da geração anterior. Ao contrário de seus antecessores, preferem, por exemplo, sair com os pais e familiares do que estar entre os amigos. “Oitenta e quatro por cento dos pesquisados preferem ficar com seus familiares na hora do lazer”, afirma Jorge Kodja, Diretor da TNS Research International.

A escolha da letra Z para essa geração mais nova é pelo termo “zapear”, ou seja, mudam suas preferências facilmente, geralmente influenciados pela TV, canal para obter informações de 84% dos entrevistados. Já a internet foi escolhida por 43%.

Kodja acredita que vivemos um período de conflito das gerações, já que os mais velhos de hoje invejam as facilidades e a liberdade dada à geração Z. A quantidade de informações que a geração Z recebe diariamente é muito grande, porém, com pouco conteúdo, o que pode ser a vantagem dos Y. “Eles obtêm informações em cápsulas. Cada vez mais informação com cada vez menos análise”, completa.

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