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Gestor da Apex dá a fórmula para exportação de cosméticos brasileiros

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

É importante, para os empresários, criar estratégias para comercializar cosméticos brasileiros em outros países. *Além de produzir, eles devem saber com quem vão competir, como funciona o mercado externo e as normas [como as sanitárias, por exemplo] às quais terão que se adequar*, explicou o gestor do Setor de Cosméticos da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Marco Aurélio Lobo.

A afirmação foi feita durante o III Encontro da Rede de Coordenadores da Carteira de Projetos do Setor de Cosméticos do Sistema Sebrae e Parceiros do Convênio e dos Estados*, realizado em Brasília até a última quinta-feira (24).

O representante da Apex falou aos presentes sobre o projeto *Brazilian Beauty*, fruto de parceria entre a Apex e a Abihpec (Associação Brasileira de Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), que tem como objetivo a promoção de produtos nacionais no exterior. O projeto reúne 89 empresas que vendem para países com Estados Unidos, Portugal, Bolívia, Angola e Arábia Saudita. Os Estados Unidos já compraram dessas empresas US$ 4,6 milhões.

A *cara* do Brasil

Lobo assinalou que o cosmético brasileiro precisa de identidade. Entretanto, deve ser adaptado aos mercados aonde quer chegar. *Não basta produzir um biquíni com um design original, se ele está fora das medidas das consumidoras*, exemplificou.

Ele ainda ressaltou a importância das rodadas de negócios internacionais tanto no Brasil quanto no exterior e sugeriu a possibilidade de criação de um *embaixador dos cosméticos brasileiros*, para levar as marcas nacionais a outros países, promovendo oportunidades de negócios. Ele citou ainda outra estratégia que tem dado certo: trazer jornalistas estrangeiros a eventos no Brasil, garantindo espaço em importantes publicações internacionais, que tratam de divulgar os produtos com a *cara* do País.

Países
Os Estados Unidos ocupam a primeira posição entre os que importam cosméticos (não só oriundos do Brasil). Anualmente, os americanos compram em torno de US$ 5 bilhões. A Rússia, na quarta posição, vem crescendo no consumo, que, atualmente, está em torno de US$ 2,3 bilhões. Já entre os exportadores, a França continua como primeira do ranking e vende cerca de US$ 12 bilhões ao ano. O Brasil ocupa o 21º lugar, posição que merece destaque, segundo Lobo.

Sobre o evento
Durante o encontro, foi assinada a prorrogação de um convênio de parceria entre o Sberae, a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e a Abihpec (Associação Brasileira de Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), em prol de ações voltadas ao fomento do setor de cosméticos.

Na abertura do evento, o diretor-técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, lembrou a importância do segmento de cosméticos para a economia brasileira. *É um setor que cresce bastante, com potencial fabuloso, em especial com oportunidades de negócios para as micro e pequenas empresas*, afirmou.

1 Comentário

  • ana marta pinto ramo30 de outubro de 2016

    adorei a ideia, tenho uma industria de cosmeticos a base de coco, seria shamppo, condicionador, leave in, mascara restauradora, e uma agua thermal a base de coco.
    gostaria de saber como posso introduzir esses produtos para exportaçaõ ??

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