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Governo promove primeiro leilão de trigo com opção de uso para ração animal

redacao 15/02/2012
redacao 15/02/2012

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promove na próxima sexta-feira (17) o primeiro leilão de trigo subsidiado pelo governo aberto a compradores que queiram usar o produto como ração animal. Serão leiloadas 410 mil toneladas que poderão ser acessadas por agroindústrias que produzem suínos, aves e gado leiteiro. A nova destinação foi decidida pelo governo para suprir a falta de milho para ração e as dificuldades dos produtores da Região Sul, afetados por longa estiagem nos últimos meses.

Após a primeira reunião do ano da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Culturas de Inverno, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, disse que a intenção é lançar o plano agrícola das culturas de inverno até o dia 15 de março, provavelmente no município de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, durante a feira agropecuária internacional que ocorrerá entre os dias 5 e 9 de março. Segundo ele, devem ser disponibilizados cerca de R$ 3 bilhões para custeio e comercialização da safra de inverno, valor suficiente para atender à demanda dos produtores. Também haverá R$ 62 milhões para subsídio do prêmio do seguro rural.

Os produtores de trigo querem a elevação do preço mínimo do produto de R$ 477 para cerca de R$ 512 e aguardam uma posição do governo o reajuste. Além disso, eles também pedem a continuidade da programação dos leilões de trigo. O superintendente adjunto da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Nelson Costa, disse que ainda faltam serem vendidas 1,5 milhões de toneladas de trigo do total de 5,78 milhões de toneladas produzidas nesta safra.

O Brasil não produz trigo suficiente para suprir o consumo do país, de aproximadamente 10 milhões de toneladas, mas a dificuldade na comercialização da safra é crônico, segundo os produtores. As saídas propostas pelo setor produtivo ao governo preveem a suspensão da licença automática para importação e vincular a compra, pelos moinhos nacionais, de cada quantidade de trigo vindo de outros países à aquisição do mesmo volume produzido no Brasil.

 

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