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Imposto de presente para mãe chega a 78%

redacao 03/05/2011
redacao 03/05/2011

Um perfume importado que custa R$ 260 sairia por R$ 56

A comemoração do Dia das Mães poderia sair mais barata ao bolso dos filhos se a carga tributária não fosse tão elevada no Brasil. Alguns presentes chegam a ter mais de 70% de seus preços compostos por impostos. É o caso dos perfumes.

Um perfume importado que custa R$ 260 sairia por R$ 56 se não houvesse tantos tributos incidentes, que respondem por 78,43% do custo do produto. No caso do item nacional, a carga também é alta: 69,13%. Neste caso, em vez de R$ 90, ele custaria R$ 28.

"Aqui existem dois fatores que deixam a carga tributária bastante alta: os itens passam por diversos processos de industrialização e são considerados supérfluos", explica o presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Elói Olenike.

As joias encaixam-se na mesma explicação. Por serem classificados como não-necessários, ao se comprar um brinco e um anel que somem R$ 250, metade do valor é pago em impostos. "Itens como esses o governo taxa bastante a fim de inibir o consumo."

As bolsas e botas de couro também têm tarifas salgadas. De R$ 269 pagos por uma bolsa de couro, 41,52% são destinados aos cofres públicos. Sem os tributos, seria vendida por R$ 157, quase metade do preço. Já um par de botas, de R$ 249 sairia por R$ 159, descontando os impostos de 36,17%.
Questionado pela diferença da carga incidente sobre dois itens feitos a partir da mesma matéria-prima, Olenike explica que isso pode ocorrer dependendo do processo de industrialização de cada um, que pode ser diferente. "Além disso, as margens de lucro variam entre os produtos."

As roupas, campeãs de vendas para presentear as mães, possuem 34,67% de seus preços de impostos. Uma calça jeans e uma blusa que são vendidas por R$ 200, sem os tributos custariam R$ 131.

Livros estão entre as opções em que se pagam menos impostos por conta de eles terem imunidade determinada constitucional, e pagarem apenas encargos sociais e trabalhistas sobre a folha de pagamento e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Não pagam ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ou IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), por exemplo, que costumam pesar bastante no custo final.

Ainda assim, não fossem os tributos, que neste caso chegam a 15,52% do valor, um livro de R$ 60 sairia por R$ 51. Nem o almoço para comemorar a data está livre das garras do Leão: 32,31% da conta do restaurante vai diretamente aos cofres públicos. Em outras palavras, ao invés de pagar R$ 80, poderiam ser desembolsados R$ 54. Nem mesmo as flores escapam. Em um buquê de rosas de R$ 55 incidem 17,71% de impostos por conta da mão de obra. Sem eles, ele seria vendido por R$ 45.

A comemoração do Dia das Mães poderia sair mais barata ao bolso dos filhos se a carga tributária não fosse tão elevada no Brasil. Alguns presentes chegam a ter mais de 70% de seus preços compostos por impostos. É o caso dos perfumes.

Um perfume importado que custa R$ 260 sairia por R$ 56 se não houvesse tantos tributos incidentes, que respondem por 78,43% do custo do produto. No caso do item nacional, a carga também é alta: 69,13%. Neste caso, em vez de R$ 90, ele custaria R$ 28.

"Aqui existem dois fatores que deixam a carga tributária bastante alta: os itens passam por diversos processos de industrialização e são considerados supérfluos", explica o presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Elói Olenike.

As joias encaixam-se na mesma explicação. Por serem classificados como não-necessários, ao se comprar um brinco e um anel que somem R$ 250, metade do valor é pago em impostos. "Itens como esses o governo taxa bastante a fim de inibir o consumo."

As bolsas e botas de couro também têm tarifas salgadas. De R$ 269 pagos por uma bolsa de couro, 41,52% são destinados aos cofres públicos. Sem os tributos, seria vendida por R$ 157, quase metade do preço. Já um par de botas, de R$ 249 sairia por R$ 159, descontando os impostos de 36,17%.

Questionado pela diferença da carga incidente sobre dois itens feitos a partir da mesma matéria-prima, Olenike explica que isso pode ocorrer dependendo do processo de industrialização de cada um, que pode ser diferente. "Além disso, as margens de lucro variam entre os produtos."

As roupas, campeãs de vendas para presentear as mães, possuem 34,67% de seus preços de impostos. Uma calça jeans e uma blusa que são vendidas por R$ 200, sem os tributos custariam R$ 131.

Livros estão entre as opções em que se pagam menos impostos por conta de eles terem imunidade determinada constitucional, e pagarem apenas encargos sociais e trabalhistas sobre a folha de pagamento e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Não pagam ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ou IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), por exemplo, que costumam pesar bastante no custo final.

Ainda assim, não fossem os tributos, que neste caso chegam a 15,52% do valor, um livro de R$ 60 sairia por R$ 51.

Nem o almoço para comemorar a data está livre das garras do Leão: 32,31% da conta do restaurante vai diretamente aos cofres públicos. Em outras palavras, ao invés de pagar R$ 80, poderiam ser desembolsados R$ 54.

Nem mesmo as flores escapam. Em um buquê de rosas de R$ 55 incidem 17,71% de impostos por conta da mão de obra. Sem eles, ele seria vendido por R$ 45.
 

 

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