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Inadimplência das empresas fecha 2010 com queda de 5,3%, aponta Serasa

redacao 27/01/2011
redacao 27/01/2011

A inadimplência das empresas brasileiras terminou os 12 meses do ano passado com queda de 5,3% na comparação com o mesmo período de 2009.

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas, divulgado nesta quinta-feira (27), esta foi a maior retração verificada em seis anos.

Na avaliação dos especialistas da Serasa, o recuo em 2010 é derivado da normalização da oferta de crédito e pelo forte crescimento da atividade econômica.

Conta a favor, ainda, a possibilidade que as empresas tiveram de capitalizar mais no ano passado, possibilitando regularizar seu fluxo de caixa e empreender novos investimentos diante da menor capacidade ociosa, resultante do mercado doméstico aquecido.

Comparações
Na comparação anual, frente a dezembro de 2009, a inadimplência dos negócios apresentou elevação de 1,6%. O mesmo movimento foi observado no confronto mensal.

Frente ao mês de novembro, a inadimplência das pessoas jurídicas apresentou crescimento de 3,0%, conforme informou a instituição.

Tomando-se como base a análise mensal, dezembro ante novembro, os protestos contribuíram com alta de 1,4%; os cheques, com avanço de 2,1%; e os bancos com queda de 0,5%.

Empresas
Na análise por porte, na comparação mensal, a inadimplência das micro e pequenas empresas apresentou alta de 3,1%. A taxa das médias empresas ficou 2,9% maior e das grandes empresas registrou crescimento de 2,7%.

Na comparação anual, a inadimplência das micro e pequenas empresas avançou 1,4%, enquanto nas médias houve crescimento de 5,5%. Nas grandes, houve recuo de 1,6%.

Para os analistas da instituição, mesmo com a expectativa de uma política monetária mais restritiva, com novas elevações de juros, as empresas não passarão por momentos tão críticos como os de 2009.

Este ano, afirmam, o cenário é de um crescimento menor da economia, sem comprometimento da estrutura financeira dos negócios.

Valores
Em 2010, o valor médio das dívidas com bancos foi de R$ 4.713,87, com 3,2% de crescimento ante 2009. Os títulos protestados, por sua vez, registraram em 2010 um valor médio de R$ 1.652,49, o que representou um recuo de -4,8%, quando comparado com 2009.

Por fim, os cheques sem fundos tiveram, em 2010, um valor médio de R$ 2.053,68, resultando em 22,3% de aumento, na relação com os doze meses de 2009.

Metodologia
O Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Jurídica, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com as instituições financeiras. A divulgação é mensal.
 

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