Startup brasileira está entre as 15 melhores do mundo

A InCeres, empresa referência em soluções para a agricultura de precisão, participou de duas competições internacionais de startups e se posicionou entre as 15 melhores empresas do segmento no mundo

Redação 16/01/2018
CEO da InCeres, Leonardo Menegatti
Redação 16/01/2018

A primeira das competições foi a Agro Innovation Lab, uma plataforma de inovação das cooperativas BayWa & RWA e Raiffeisen Lagerhaus, com atividades comerciais divididas em três segmentos – agricultura, energia e construção.  “O AgroInnovation Lab, programa de aceleração internacional realizado na Alemanha, reuniu startups do mundo todo voltadas ao mercado agro. Participamos da competição e ficamos entre o top 15 finalistas, foi uma surpresa”, comemora o CEO da InCeres, Leonardo Menegatti.

Segundo o executivo, foi uma experiência muito produtiva, pois foi a primeira competição que a InCeres participou com o objetivo de buscar algo diferente. “Conseguimos uma ótima classificação, logo na estreia. É muito importante ser reconhecido no mercado pelo que estamos construindo aqui dentro da empresa”, afirma Menegatti.

Participaram da competição cerca de 350 startups. Foram quatro etapas até a final. Na primeira classificatória, ocorreu a seleção de cerca de 80 empresas. Na etapa seguinte, além de uma entrevista com membros da banca julgadora, foi realizada a apresentação de um pitch online (overview sobre a empresa) para a escolha das finalistas. “Seus representantes foram para Munique, na Alemanha, passar por um treinamento e disputar a grande final”, explicou o CEO da InCeres.

“O Agro Innovation é um concurso aberto a agtechs do mundo. É um cenário muito significativo e isso mostra que a solução proposta pela InCeres é adaptável a qualquer realidade e resolve problemas de escala mundial. Este é o principal significado para a empresa”, avalia Menegatti.

Mercado externo

A participação em competições internacionais abre novos horizontes para a empresa fora do Brasil e Menegatti vislumbra outros mercados para os próximos anos. “Sempre me lembro do Nelson Rodrigues, que uma vez disse que o Brasil possui complexo de vira-lata. Esta é uma frase triste, mas que traduz a realidade”, conta. Ele acrescenta que, anteriormente, ele tinha a visão de que a InCeres, por ser uma solução desenvolvida no Brasil e de acordo com a realidade do campo brasileiro, não teria uma aplicação ou adaptação a outros países. “Comecei a conversar com pessoas de outros países, deram feedbacks de que a solução é aplicável a outras realidades, que as funcionalidades do sistema são adequadas a outros países, então, percebi que a empresa oferece uma solução com essência global”, explica. “Agora, estamos começando a olhar e planejar a entrada em outros mercados, como Europa e Estados Unidos”, revela.

Copa do Mundo das startups

A InCeres também participou da etapa regional do Startup World Cup (SWC), a Copa do Mundo das Startups, realizada em São Paulo, que reuniu empresas de diversos segmentos espalhadas pelo Brasil. “Estar entre as TOP 11 Brasil de um concurso global como a Startup World Cup também é uma prova significativa do crescimento da empresa”, comenta. “Participar do evento foi um aprendizado incrível e, independente do resultado, absorvemos experiências novas que engrandecem nossa proposta” avalia Menegatti.

Os vencedores anuais da Copa do Mundo de Startup podem acelerar suas ideias com a ajuda de 1 milhão de dólares em financiamento e reconhecimento global. “Quando a gente sai do universo agro e concorre com startups de nichos como logística, medicina, fintechs, entre outros, somos avaliados pelos julgadores de acordo com a coerência do modelo. Portanto, obter esta classificação foi um upgrade nesse momento tão vitorioso para nós”, destaca o executivo.

Para ele, o principal feedback destas experiências é que, mesmo não ganhando as competições, a InCeres pode ser considerada uma vencedora. “Foram etapas do caminho do crescimento da empresa. Cada uma das etapas contribuiu para o desenvolvimento da nossa solução para encarar novos desafios”, reconhece.

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